Afinal, todos são iguais? Eja, Diversidade étnico-racial e a formação continuada de professores

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Dentre as lacunas apontadas no campo de estudos da Educação de Jovens e Adultos, a relação entre EJA, diversidade cultural e questão racial talvez seja a que apresenta um menor investimento enquanto tema de pesquisa, de reflexão e de práticas pedagógicas. Por isso os trabalhos que tematizam essa relação tensa e desafiadora podem ser considerados como vanguarda.É Justamente o desafio de investigar as possíveis articulações entre EJA e a questão racial que o autor Natalino Neves da Silva apresenta-nos nesse livro.

Livro de Natalino Neves da Silva

Editora: Mazza

 R$ 20,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 11:09 pm  Deixe um comentário  

Memória D’África – A temática Africana em sala de aula

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Compreender a África é sumamente um exercício crítico. Uma meta declarada de Memória D’África aponta para o desvendamento de realidades encobertas por mitos, ficções e imagens fantasiosas. Indiscutivelmente, ainda que existam visões estereotipadas cultivadas contra outros povos e regiões, a África, mas do que qualquer outro continente, terminou encoberta por um véu de preconceitos que ainda hoje marcam a percepção da sua realidade. Daí que uma nova África, vibrante e esperançosa, pode surgir da leitura dessa publicação verdadeiramente original, que no final das contas associa-se também às expectativas de muitos outros milhões de humanos excluídos e que crescentemente estão privados de segurança social, política e econômica.
Portanto, o estudo do continente conduz a uma melhor compreensão do mundo e da sociedade brasileira, contribuindo para sua transformação rumo a uma sociedade justa e em equilíbrio para consigo mesma. É este o objetivo e a pretensão de Memória D’África.

Livro de Carlos Serrano e Maurício Waldman

Editora: Cortez

R$ 39,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:57 pm  Deixe um comentário  

Paraíso

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Este é o primeiro romance que Toni Morrison publicou depois de sua consagração mundial em 1993, quando recebeu o Nobel de Literatura. A ação se passa em Ruby, uma cidedazinha de 360 habitantes encravada no Oeste americano. Não pise ali se você não tiver o sangue cem por cento negro e se não for temente a Deus. Não ouse cometer adultério, nem deitar-se c0m mulheres impuras, de pele mais clara que a sua. Acima de tudo, não se aproxime do convento, antro de perdição que acolhe mulheres como Gigi, uma sem-destino meio bandida, cansada de viver nas ruas, ou Pallas, dezesseis anos de pura insensatez, medo e vergonha. É preciso destruí-las: por causa delas há crianças nascendo defeituosas em Ruby. Paraíso é um corajoso apelo à liberdade em que a elegância do estilo colore os matizes do ódio e da intolerância.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 54,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:49 pm  Deixe um comentário  

O olho mais azul

11431.jpgCholly e Pauline Breedlove têm dois filhos: Sammy e Pecola. Seria uma típica família americana não fossem os Breedlove muito pobres e negros. A situação de marginalidade é ainda mais grave para a menina Pecola, que encontra rejeição em todos os ambientes que freqüenta. Na escola, é ridicularizada até pelas outras crianças negras, pois é quem tem a pele mais escura. Em casa, o pai a oprime e a mãe prefere dedicar seu amor à família branca para a qual trabalha.
Certo dia, num acesso de desespero, Cholly bebe além da conta, bate em Pauline na frente da pequena Pecola e coloca fogo na casa da família. O serviço social da cidade de Lorain, no estado de Ohio, onde moram os Breedlove, instala temporariamente a menina na casa da família MacTeer.
A adolescente Claudia MacTeer, da mesma idade de Pecola, é a narradora de O olho mais azul e uma espécie de alter-ego da autora. É Claudia quem organiza as histórias de vida dos personagens, fazendo com que o ponto de convergência seja a trajetória de Pecola.
Nos Estados Unidos da década de 40, época em que se passa a história, o padrão de beleza é exatamente o oposto daquele que a menina ostenta. Garotas negras e pobres, como ela, costumavam ganhar de presente bonecas brancas de olhos azuis e tomar leite em canecas estampadas com o rosto da atriz-mirim Shirley Temple. Todas as noites, a pequena Pecola reza para ter olhos azuis – num delirante e inconsciente desejo de redenção e ascensão social.
Toni Morrison escreveu O olho mais azul entre 1962 e 1965. A história guarda uma íntima correspondência com a biografia da autora. Como ela mesma afirma no posfácio desta edição, escrito em 1993, o livro é uma tentativa de dramatizar a opressão que o preconceito racial pode causar na mais frágil das criaturas: uma criança negra do sexo feminino. Toni Morrison foi a primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura, em 1993.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 40,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:41 pm  Deixe um comentário  

Amor

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Bill Cosey era um homem de personalidade forte, dono de um hotel onde, nas décadas de 40 e 50, apresentavam-se os principais músicos de jazz, atraindo clientes ricos e poderosos da comunidade negra norte-americana. Viúvo, com ele moravam a nora, May, e a neta, Christine (o filho morrera de pneumonia), que ficam chocadas quando ele resolve se casar de novo, com Heed, uma das jovens amigas de Christine. Quantos tipos de amor existem? Toni Morrison não tenta responder essa pergunta impossível. Trinta anos depois do acontecido (o hotel, após uma longa decadência, já não existe), o romance vai desenrolando as relações, sempre conturbadas, de seis mulheres com aquele mesmo homem, tendo como pano de fundo a dolorosa história da América negra. Centrada na luta encarniçada de Heed e Christine pela herança de Cosey, a narrativa, repleta de sensualidade, paixão e crueldade, ajuda-nos a entender as infinitas variedades do amor.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 43,50

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:37 pm  Deixe um comentário  

Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

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Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra: Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral de seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia ele é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, ele redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra. A pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este novo romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural. Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades…

Origem: Moçambique

Livro de Mia Couto

Editora: Cia das Letras

R$ 44,50

Published in: on novembro 12, 2007 at 9:28 pm  Deixe um comentário  

O outro pé da sereia

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Neste retrato poético, alegórico e crítico da Moçambique contemporânea, a imagem de uma santa católica que encanta e perturba todos que dela se aproximam é o centro de uma trama dividida em dois momentos históricos, ligados por questões étnicas, religiosas e de destino familiar. Em 2002, dez anos depois dos acordos de paz entre governo e forças rebeldes, Moçambique é um país em recuperação. Um pastor e sua mulher, Mwadia Malunga, encontram uma imagem de Nossa Senhora nas margens de um rio da pequena localidade de Antigamente. O curandeiro do lugar diz que eles conspurcaram o espírito do rio e correm grande perigo. Mwadia decide então voltar a Vila Longe, onde deixara a família, para abrigar a estátua. Curiosamente, esta é a estátua que segue, em 1560, com o jesuíta Gonçalo da Silveira, ao partir de Goa, na Índia, para converter ao cristianismo o imperador do Reino do Ouro, ou Monomotapa, situado na região fronteiriça entre os atuais Zimbábue e Moçambique. A imagem de Nossa Senhora é chamada pelos escravos da nau portuguesa de Kianda, uma divindade das águas; e os africanos a tratam por Nzuzu, rainha das águas doces. De volta ao século XXI, a pequena Vila Longe agora se articula para receber a visita de um casal de antropólogos americanos, revelando personagens exemplares e muito divertidos do cotidiano moçambicano – e do universo literário de Mia Couto.

Origem: Moçambique

Livro de Mia Couto

R$ 45,00

Published in: on novembro 12, 2007 at 7:46 pm  Deixe um comentário  

Terra Sonambula

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Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-1975), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992. O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os cadernos de Kindzu, o longo diário do morto em questão. A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente: a viagem de Tuahir e Muidinga e, em flashback,o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra. Terra Sonâmbula – considerado por júri especial da Feira do Livro de Zimbabwe um dos doze melhores livros africanos do século XX e agora reeditado no Brasil pela Companhia das Letras – é um romance em abismo, escrito numa prosa poética que remete a Guimarães Rosa. Couto se vale também de recursos do realismo mágico e da arte narrativa tradicional africana para compor esta bela fábula.

Origem: Moçambique

Livro de Mia Couto

Editora: Cia das Letras

R$ 38,00

Published in: on novembro 12, 2007 at 7:41 pm  Deixe um comentário  

Gangsta Rap

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Ray e seus amigos estão à deriva nas ruas de East London.Brigas em casa, indiferença na escola, e um talento incompreendido.As adversidades do subúrbio parecem prestes a transformá-los em estatística, a não ser que eles descubram uma forma de reagir. Com uma pitada de suingue jamaicano e uma boa oportunidade, talvez o grupo encontre uma vazão para seus impulsos criativos. Mas as duras leis da periferia se aplicam também ao mundo do hip-hop, e as disputas de gangues transitam perigosamente entre o palco e os bastidores do showbiz.O escritor, poeta e músico Benjamin Zephaniah nos mostra o difícil cotidiano da periferia,e revela todos os reveses que o talento transforma em combustível para a arte. Em Gangsta rap, acompanhamos a trajetória desses três jovens sufocados pelo preconceito, cujo destino parece ser o mesmo de tantos outros rapazes nos bairros pobres das grandes cidades. Zephaniah nos apresenta toda a energia de Ray,captando a força de suas rimas e a intensidade das batidas que tocam esta trama surpreendente e contemporânea, percorrendo a realidade de uma juventude que encontra poucas alternativas e muitas portas fechadas, mas que tem muito a dizer.

Origem: Londres

Livro de Benjamin Zepanhiah

Editora: Cia das Letras

R$ 38,00

Published in: on novembro 12, 2007 at 7:31 pm  Deixe um comentário  
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