Frantz Fanon – Os condenados da terra

A violência que presidiu a instauração do mundo colonial e provocou incansavelmente a destruição das formas sociais autóctones demoliu sem restrição os sistemas de referência da economia, as formas de aparência, de indumentária, será reivindicada e assumida pelo colonizado, no momento em que, decidindo ser a história em atos, a massa colonizada investir as cidades proibidas. Explodir o mundo colonial é então uma imagem de ação muito clara, muito compreensível, que pode ser retomada pelos indivíduos que constituem o povo colonizado.” – Frantz Fanon

Livro de Franz Fanon

Editora: Editora UFJF

R$ 38,00

Published in: on maio 18, 2008 at 3:49 pm  Comments (3)  

Introdução a Uma Poética da Diversidade

Primeira obra teórica de Édouard Glissant a ser traduzida para o português. O autor analisa as identidades culturais do Caribe e das Américas e propõe uma estética da Relação, que considera a questão da identidade cultural das minorias e dos povos e/ou das nações emergentes, e a função emancipatória das literaturas dos povos face à dominação e à ameaça de uniformização das culturas.

Livro de Édouard Glissant

Editora: Editora UFJF

R$ 24,00

Published in: on maio 18, 2008 at 3:43 pm  Deixe um comentário  

Escravos e Libertos nas Irmandades do Rosário: devoção e solidariedade em Minas Gerais – séculos XVIII e XIX

Este livro nos proporciona riqueza de elementos para discutirmos o problema do “sincretismo”
nas Minas coloniais. A convivência de homens e mulheres de diferentes matrizes culturais
nas irmandades implicou na construção de uma linguagem comum.

Livro de: Célia Maia Borges

Editora : Editora UFJF

R$ 34,00

Published in: on maio 18, 2008 at 3:39 pm  Deixe um comentário  

Educação Conformada: A política pública de educação no Brasil – 1930 / 1945

Avaliação da política de educação do ensino básico no Estado Novo. A obra questiona a
incapacidade da nação brasileira para investir maciçamente na área da educação básica de
forma a democratizá-la. Entre as fontes consultadas está o arquivo de Gustavo Capanema
(ministro da Educação entre 1934 e 1945), um dos maiores acervos sobre o assunto.

Livro de Marlos Bessa Mendes Rocha

Editora: Universidade Federal de Juiz de Fora

R$ 22,00

Published in: on maio 18, 2008 at 3:36 pm  Deixe um comentário  

Da África ao Brasil: intinerários históricos da cultura negra

Dentre as muitas qualidad, deste livro está a de reunir um time de primeira de especialistas brasileiros que trabalham com temas relativos ä escravidão, ao período pós emancipação e a história da África.

Livro de Adriana Pereira Campos e Gilvan Ventura da Silva

Editora: Flor e Cultura

R$ 42,00

Published in: on maio 18, 2008 at 3:32 pm  Deixe um comentário  

Boaventura Cardoso, a escrita em processo

Boaventura Cardoso, a escrita de Angola

Um livro, ainda que não se destine a contar uma estória, tem sua trajetória sempre povoada por fatos que acabam por intervir na sua elaboração e na fisionomia que ele apresenta. Este Boaventura Cardoso, a escrita em processo também traz acoplado a suas páginas um conjunto de experiências que, envolvendo o escritor, os colaboradores, os editores e as organizadoras, exprime um pouco a atmosfera que cerca não a produção específica do livro, mas, de certo modo, todo o universo das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, com foco especial no ensino e na pesquisa que em torno delas vai conquistando cada vez mais adeptos. Até o momento são poucas as editoras dispostas a apostar em obras voltadas para a História e o patrimônio cultural acumulado pelos países africanos, apesar dos sinais de mudança que já podemos detectar em nosso quadro geral.

Boaventura Cardoso é um dos escritores angolanos mais lidos na atualidade, sendo a sua obra traduzida em várias línguas. Juntamente com a de Pepetela e a de José Luandino Vieira, a sua produção vem sendo muito estudada pelos pesquisadores brasileiros. A importância de seu lugar no universo literário de língua portuguesa, no entanto, contrasta com a carência de material bibliográfico sobre sua produção, fato que tem proporcionado enormes dificuldades aos que o elegem para objeto de estudo. Em suma, a descoberta de sua narrativa por tantos leitores não se fez acompanhar da sistematização de trabalhos críticos a seu respeito, e isso significa que não há ainda uma bibliografia reunida e publicada em livro que possa apresentar de forma mais completa a sua produção artística, o que poderia auxiliar os estudiosos de sua obra e multiplicar o seu número de leitores.

Nesse sentido, tivemos em conta na preparação do livro a necessidade de despertar entre aqueles que têm seus primeiros contatos com o universo africano um interesse vivo por sua literatura. Acreditamos que Angola com seus escritores pode ser uma bela porta de entrada para o continente, pois, para além da afinidade lingüística, são fortíssimas as ligações que atravessaram séculos impondo sinais inequívocos em nosso modo de ser. Retomar em outros parâmetros os circuitos das viagens entre as duas margens do Oceano Atlântico é urgente e a literatura pode integrar esse movimento.

Livro de Rita Chaves, Tania Macedo e Inocência Mata

Editora Alameda

R$ 48,00

Published in: on maio 18, 2008 at 2:41 pm  Deixe um comentário  

Marcas da diferença

A reflexão sobre as obras literárias produzidas em língua portuguesa nos países africanos, com grande destaque para o lugar que a literatura ocupa na constituição de sua vida nacional, tem recebido atenção por um número cada vez mais expressivo de estudiosos brasileiros ao longo das últimas décadas. Consagrado depois do II Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, realizado na Universidade de São Paulo, Marcas da diferença apresenta uma elaborada discussão sobre esse universo extraordinário de questões que as culturas africanas nos trazem.

Neste livro estão reunidos textos que, assinados por muitos dos mais prestigiados estudiosos da matéria, põem em relevo características essenciais da produção de escritores africanos e trazem à discussão problemas relevantes para a compreensão da natureza e da dinâmica das relações culturais que, ao longo dos séculos, se estabeleceram entre o continente africano e o nosso país.

Apresentadas e debatidas na cadeia da oralidade, as propostas do encontro ganham agora a forma da escrita, abrindo-se, sem dúvida, a novas e bem-vindas discussões. Marcas da diferença busca revelar ao leitor a diversidade do fazer literário dos países africanos de língua portuguesa que, felizmente, vem conquistando um espaço cada vez mais expressivo entre nós.

Livro de Rita Chaves e Tania Macêdo

Editora Alameda

R$ 58,00

Published in: on maio 18, 2008 at 2:39 pm  Deixe um comentário  

Processos-crime – Escravidão e Violência em Botucatu

Escravidão e história regional
Livro recupera os processos-crime contra escravos em Botucatu

A historiografia mundial sofreu uma transformação radical quando intelectuais como o francês Fernand Braudel (1902-1985), na célebre revista Annales, apontaram que a pesquisa histórica não precisava estar voltada apenas para questões nacionais que envolvem milhares ou mesmo milhões de pessoas. Nesse sentido, a análise da vida cotidiana, com seus hábitos, moda, festas, religiões e relações de gênero, por exemplo, passou a ganhar espaço. O mesmo ocorreu com a chamada história regional, ou seja, aquela que se debruça sobre realidades locais e permite ao leitor, a partir dali, traçar paralelos entre diversos micro e macrocosmos.

É na corrente da história regional que se insere o livro Processos-Crime: violência e escravidão em Botucatu. Doutorando em História na USP, Cesar Mucio Silva aborda a violência e a escravidão na cidade paulista de Botucatu, na segunda metade do século XIX. Segundo o historiador Paulo Alves, do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e professor aposentado da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus de Assis, na apresentação do livro, “o texto flui sem ser uma narrativa clássica, articulando os diálogos nos processos com o discurso analítico do autor”.

A base do trabalho são os processos-crime do século XIX, em que réus e vítimas são escravos que praticaram delitos passionais ou que, por motivos aparentemente fúteis, tiveram que enfrentar a Justiça e seus procedimentos formais. Assim, além de estudar as relações entre escravos e homens livres em Botucatu, o autor reflete sobre a realidade histórica local do ponto de vista da prática da escravidão no Brasil.

Cesar Mucio mostra que o escravo em Botucatu geralmente não era um trabalhador do eito, mas exercia diferentes funções, como carregador, serviçal doméstico, vendedor ambulante, consertador de cercas, carroceiro, ajudante em bar, tropeiro, boiadeiro ou domador de mulas. Por isso, suas relações com os senhores e os homens brancos eram relativamente flexíveis e atenuavam a condição do “ser escravo” em Botucatu.

Livro de Cesar Mucio Silva

Editora Alameda

R$ 26,00

Published in: on maio 18, 2008 at 2:34 pm  Deixe um comentário  

O bruxo do Cosme Velho – Machado de Assis no Espelho

Machado de Assis é “um mundo”! Esse poderá ser o comentário de um leitor diante da diversidade das colaborações deste volume, quem sabe com algum laivo de ironia. De fato, aqui estão reunidos vários e variados ensaios em torno de uma mesma figura literária, Machado de Assis. No entanto, o material aqui recolhido não pode ser contemplado como um conjunto diversificado de “leituras” ou de “perspectivas de análises” da obra do escritor, expressões que mais caberiam numa coletânea acadêmica. Passamos a compreender melhor a natureza desta publicação se soubermos que os textos foram apresentados no XV Moitará, reunião organizada pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA) de São Paulo, que vem se consagrando como tradição entre os psicanalistas junguianos, deixando as melhores lembranças entre os convidados a cada ano renovados.

O leitor poderá então tirar proveito diferenciado de uns e de outros dentre os textos aqui presentes – um exercício interessante de diálogo dele mesmo, leitor, com os textos machadianos referidos e, por certo, um aguçamento de sua curiosidade em torno da fortuna crítica de Machado de Assis, vista de modo ampliado. Construída desde o século retrasado ela apanha leitores por todo o lado, e já é um capítulo com revelações de interesse sobre os impasses trazidos pela obra do escritor ao longo dos anos. Impasses que resultam do tratamento conferido por Machado à sociedade e ao homem brasileiros, sempre associados ao andamento da experiência internacional do tempo.

Livro de Márcia Moura Coelho e Marcos Fleury de Oliveira (org.)

Editora Alameda

R$ 32,00

Published in: on maio 18, 2008 at 2:32 pm  Deixe um comentário  

Cidades Negras

Ao contrário dos cenários típicos das plantations, grandes plantéis, agroexportação e feitores, parte da história da escravidão atlântica foi vivenciada em paisagens urbanas ou semi-urbanas. Milhares de escravos, africanos e crioulos, misturaram-se com marinheiros, negociantes, caixeiros e viajantes e outros setores do mundo do trabalho e da cultura transatlânticos.

O Brasil escravista desenha-se desde o século XVI. A partir de 1570, os engenhos de açúcar começam a dividir espaços entre a mão-de-obra indígena e a africana. Desse período até meados do século XIX, o Brasil receberia entre 38% a 43% de todos os africanos traficados para as Américas. Calcula-se esse total de africanos em aproximadamente dez milhões. Trabalharam aqui fundamentalmente nas zonas rurais, no café, açúcar, algodão, fumo e também na pecuária e na extração de ouro e diamantes. Produziram inúmeras instituições em torno da família, culinária, música e cultura material de um modo geral. Como protesto, também formaram numerosos e populosos quilombos. E nas cidades criaram irmandades.

O livro Cidades Negras traz algumas dessas instituições nos espaços urbanos. Africanos e seus descendentes foram importantes personagens dos mundos do trabalho e da cultura urbana do século XIX. Inventaram territórios urbanos e diásporas, redefinindo identidades.

Sobre os autores: Juliana Barreto Farias é editora-assistente da revista Nossa História e mestre em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Flávio dos Santos Gomes é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Carlos Eugênio Líbano Soares é professor da Universidade Federal da Bahia. Carlos Eduardo Moreira de Araújo é mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorando em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas.

Livro de Juliana Barreto Farias, Flávio dos Santos Gomes, Carlos Eugênio Líbano Soares e Carlos Eduardo Moreira de Araújo.

Editora: Alameda

R$ 26,00

Published in: on maio 18, 2008 at 2:29 pm  Deixe um comentário  
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