Cacimbo é o estio. Estação sem chuvas em Angola, que se estende de maio ao fim de agosto. O “caximbo”, como pronunciam os angolanos, torna-se um estado d’alma. Secura, poeira que tudo impregna e uma profunda saudade. Este livro, na linguagem de um jornalismo-literário tipicamente baiano, retrata as heranças e dessemelhanças entre Luanda e Salvador, cidades fêmeas, filhas das águas, captadas no cacimbo de 1998: Angola é avó da Bahia e dengo tem origem banto–quimbundo, resume o autor. São quase reportagens, quase poemas, como assim se mostra o imbudeiro (baobá) – árvore símbolo de Angola, de raízes profundas, tronco largo e ramagem rala. Seus galhos restam desfolhados, ressequidos e empoeirados durante o cacimbo, como a paisagem, as coisas, os entes… Angolanos tempos.
Cacimbo. Uma Experiência em Angola
Favela Toma Conta

Buzo é um expoente do movimento cultural da periferia paulistana que vem revelando o cotidiano da periferia em suas crônicas, livros e blogs. As mudanças vieram com o casamento, o hip-hop, a literatura e a preocupação com a realidade que o cercava. De “O Trem – baseado em fatos reais” (2000) ou “Suburbano Convicto – o cotidiano do Itaim Paulista” (2004) a “Favela Toma Conta”, toda a sua produção mantém o compromisso de representar a periferia, fortalecendo sua auto-estima e estimulando a arte e a mobilização de outros “suburbanos convictos”.
Livro de Alessandro Buzzo
Editora: Aeroplano
R$ 32,00
CD – LIVRO JONGO do QUILOMBO SÃO JOSÉ
CD – LIVRO JONGO do QUILOMBO SÃO JOSÉ
Já está a venda o CD Livro Jongo do Quilombo São José. São 40 páginas com textos sobre a História do Jongo e do Quilombo São José e muitas fotos de autoria do fotógrafo Bruno. O CD tem 25 Pontos de Jongo (músicas) e suas letras.
Quilombo São José
O Quilombo São José, fica em Valença, terra da Clementina de Jesus. São 3 horas de carro do centro do Rio de Janeiro. O Jongo, a Agricultura Familiar, a Umbanda, o Calango e o Terço de São Gonçalo fazem parte do cotidiano na comunidade desde a vinda dos nossos antepassados de Angola para essa fazenda em 1850. Visitar o Quilombo é uma viagem ao passado. Aqui, pouca coisa mudou desde a Abolição da Escravatura. São 150 moradores todos parentes. Até 4 anos atrás a comunidade não tinha luz elétrica. As plantações, animais, ferro à brasa, o candeeiro e o fogão à lenha fazem parte do dia-a-dia. As casas da comunidade são de barro (tijolo adobe) com o teto de palha (sapê). Muitos pretos-velhos moram nessas casas. A geração mais antiga é neta direta de escravos vindos de Angola. Os bebês já são a 7º geração desde os primeiros escravos comprados para trabalhar naquelas lavouras de café. O Quilombo São José é um Patrimônio Histórico da Humanidade
R$ 35,00
Lideranças Negras
Para compor o volume Lideranças Negras, a autora recolheu 23 depoimentos de notórios representantes da população negra no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro. Os depoimentos foram produzidos durante uma pesquisa sobre raça e gênero no Brasil realizada entre 1994 e 1998. A maioria dos entrevistados acumulava, à época das entrevistas, em torno de vinte e poucos anos de militância. As entrevistas oferecem subsídios para análise dos sistemas de categorias de pensamento a partir dos quais são articuladas as relações entre os movimentos negros, o Estado e segmentos da população negra.
Márcia Contins, doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e professora de Antropologia no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), tem realizado pesquisas sobre religião, etnicidade e relações raciais. Publicou vários artigos sobre os temas em revistas especializadas.
Livro de Marcia Contins
Editora: Aeroplano e FAPERJ
R$ 45,00
A flor do deserto
Este livro é um relato emocionante relato de Waris Dirie, modelo de projeção internacional e atualmente embaixadora especial da ONU na luta pela erradiação da mutilação genital feminina.
Livro de Waris Dire
Editora: Hedra
R$ 38,00
Histórias do Movimento Negro no Brasil: Depoimentos ao CPDOC
Este livro é resultado de uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2007 no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas, com o objetivo de formar um banco de entrevistas com lideranças do movimento negro no Brasil a partir das décadas de 1970 e 1980 em todas as regiões do país. Histórias como a da criação do Grupo Palmares, no Rio Grande do Sul, em 1971, a da fundação do primeiro bloco afro na Bahia, o Ilê Aiyê, em 1974, assim como a da formação do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará, em 1980, por exemplo, estão, pela primeira vez, lado a lado com histórias de organizações criadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Não se trata das primeiras organizações de movimento negro da história do país, como mostram as inúmeras notas e a cronologia que completa o livro, mas daquelas que surgiram em pleno regime militar e se proliferaram a partir do lento processo de Abertura política, e numa conjuntura internacional na qual ganhavam força as lutas pela libertação das colônias portuguesas na África e as repercussões dos movimentos pelos direitos civis nos EUA. Além da trajetória do movimento e das experiências de algumas de suas principais lideranças, o livro discute temas com grande visibilidade atual, como a implementação de políticas de ação afirmativa, incluindo as cotas nas universidades, o reconhecimento da propriedade de terras de “quilombos” e a participação de militantes em diferentes instâncias do poder público.
Livro de Amilcar Araújo Pereira e Verena Alberti
Editora: Pallas
R$ 55,00
Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento
O livro Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Instituto Kuanza, de autoria de Alex Ratts, é prefaciado por Sueli Carneiro e se divide em duas partes. Na primeira – “Quantos caminhos percorro” – o autor dialoga com a obra publicizada e inédita de Beatriz Nascimento, por meio das temáticas e categorias da pesquisadora e a partir de pesquisa em acervos públicos e particulares no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. A segunda – “É tempo de falarmos de nós mesmos” – traz oito artigos escritos por ela entre 1974 e 1990, publicados em periódicos como Revista Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos, Afrodiáspora, Maioria Falante e Última Hora. Maria Beatriz Nascimento (Aracaju, 1942 – Rio, 1995) é historiadora, pesquisadora, poeta e ativista negra. Ao longo de vinte anos, tornou-se estudiosa das temáticas do racismo e dos quilombos, abordando ainda a correlação entre corporeidade negra e espaço e as experiências de longos deslocamentos socioespaciais de africanos/as e descendentes, por meio das noções de “transmigração” e “transatlanticidade”. O autor é antropólogo, geógrafo e professor da Universidade federal ed Goiás, além de pesquisador/ativista do campo das relações raciais, de gênero e socioespaciais.
Livro de Alex Ratts
Editora Imprensa Oficial do Estado de SP e Instituto Kuanza.
R$ 20,00
Favela, alegria e dor na cidade Coleção Valores e Atitudes, Série Valores, Territórios
O livro traz à tona uma questão tão antiga quanto o preconceito: quando o assunto é moradia, a favela é problema ou solução? E mais: o que é a favela, afinal? Tais questões ganham aqui um olhar atento e apurado de quem já viveu na pele as dificuldades – e alegrias – de uma favela. Os autores sabem do que estão falando. Não à toa, é com conhecimento de causa e linguagem acessível que a obra (fruto da iniciativa de uma equipe de pesquisadores do Observatório Social de Favelas) apresenta o processo histórico de inserção das favelas na paisagem do Rio de Janeiro e, principalmente, no imaginário dos moradores e das autoridades da cidade.
Livro de Jailson de Souza e Silva e Jorge Luiz Barbosa
Editora: Senac
R$ 39,00


