Kuatiça ó ngoma! Movimentos de linguagem, história e memória em obras de Boaventura Cardoso

Capa Kuatica2

Rafael Cesar examina a constante negociação entre as tradições bantu e ocidental presentes na obra do angolano Boaventura Cardoso, ao mesmo tempo em que discute a formação de sua própria identidade racial negro-brasileira. “Kuatiça ó ngoma!” (“Toquem os batuques!”) – expressão que anima os ritos e simboliza, em última instância, a energia do ciclo vital -, torna-se mote para a força da palavra de Boaventura Cardoso, que movimenta e recria identidades angolanas e afrodiaspóricas.

Autor: Rafael Cesasr

Editora: Terceira Margem

R$ 30,00

Published in: on fevereiro 6, 2013 at 1:34 pm  Deixe um comentário  

LUNDU DO ESCRITOR DIFÍCIL:CANTO NACIONAL E FALA BRASILEIRA NA OBRA DE MÁRIO DE ANDRADE


Este trabalho analisa a produção intelectual e o ambiente social de Mário de Andrade, após a década de 1930, em que o estudioso defendia a conformação da arte e do artista 
com sua sociedade, e em  seus escritos encontram-se recomendações sobre o papel e a responsabilidade social dos intérpretes, em especial do cantar. "Arte e nação 
entrelaçam-se no que podemos chamar de sua teoria social: a construção de uma definiria o caráter de outra."
Livro de 
Editora Unesp
R$ 39,00
Published in: on outubro 4, 2010 at 6:05 pm  Deixe um comentário  

A tradição re(des)coberta:O pensamento de Gilberto Freyre no contexto das manifestações culturais e literárias nordestinas

A tradição re(des)coberta se detém, principalmente, na análise do Manifesto regionalista, de Gilberto Freyre, gestado no primeiro (e único) Congresso Regionalista de 1926, mas somente publicado na íntegra em 1952 pela Edições Região, do Recife. Em consequência, tem como correlatos aspectos da literatura nordestina das décadas de 1920 e 1930, em especial uma avaliação crítica do livro de Mário Sette, Senhora de engenho (1921), e de A bagaceira, de José Américo de Almeida (1928).

Livro de Moema Selma D´Andrea

Editora Unicamp

R$ 45,00

Published in: on outubro 4, 2010 at 5:08 pm  Deixe um comentário  

MINORIAS SILENCIADAS:História da Censura no Brasil

“Se quisermos combater a censura, não será ridicularizando seus excessos, mas contestando o seu cerne.” Essa preocupação de Renato Janine Ribeiro, no prefácio a esta obra, perpassa os ensaios e depoimentos reunidos por Maria Luiza Tucci Carneiro sobre a censura à atividade intelectual e artística em diversos momentos da história brasileira, desde o período colonial até os anos posteriores ao golpe militar de 1964. Contando com a colaboração de especialistas de diversas áreas, entre eles Boris Schnaiderman, Anita Novinsky, Luiz Roncari, Daniel Aarão Reis e José Carlos Sebe Bom Meihy, além da organizadora do volume, Minorias Silenciadas conduz ao percurso através de um terreno minado, mas que precisa ser conhecido, para evitar repetições dos trágicos episódios que relata.

Livro de Maria Luiza Tucci Carneiro (org.)

Editora: EDUSP

R$ 60,00

DESTAQUE: “Subversão pelo sonho: a censura cultural nos diários de Carolina Maria de Jesus” de José Carlos Sebe Bom Meihy

Published in: on setembro 13, 2010 at 5:05 pm  Deixe um comentário  

Imagens, máscaras e mitos

Obra resultante de um aprofundamento no estudo do escravo como personagem na literatura brasileira, sobretudo na obra de Machado de Assis.
Esclarece a falsa crença de que o gênio, a fim de ascender socialmente, negou a própria raça, omitiu-se da luta pela liberdade e excluiu a imagem do escravo de suas obras.

Livro de Mailde Jerônimo Trípoli

Editora

R$ 24,00

Published in: on setembro 1, 2010 at 3:45 pm  Deixe um comentário  

Ciladas da diferença

Este livro é constituído de sete ensaios sobre um tema comum: a questão da diferença. Abordando-a em suas várias vertentes – política, religiosa, racial, sexual etc. -, ciladas da diferença entrelaça de forma original temas diversos como: a direita e as classes populares em São Paulo; a discussão teórica nos movimentos feministas; imperialismo e Terceiro Mundo; o fundamentalismo islâmico e o Ocidente.

Livro de Antônio Flávio Pierucci

Editora: 34

R$ 34,00

R$ 34,00

Published in: on agosto 23, 2010 at 6:11 pm  Deixe um comentário  

LUANDA, CIDADE E LITERATURA


Este livro analisa as formas de representação da cidade de Luanda - capital de Angola -
e sua predominância na literatura desse país. 
Desde o período anterior à chegada dos europeus até os últimos cinqüenta anos são 
recuperadas todas as formas de produção literária em Angola, com destaque para aquelas 
que enfocam espaços e tipos de personagem que percorrem "a cidade da escrita", Luanda, 
e em que podem ser vistas diversas faces do início da tomada de consciência da colônia 
que luta por tornar-se sujeito de sua própria história. Por último, há um exame sobre 
alguns romances em língua portuguesa que tomaram a cidade de Luanda como cenário 
privilegiado de ação.

Livro de Tania Macedo
Editora Unesp
R$ 39,00
Published in: on maio 31, 2010 at 6:46 pm  Deixe um comentário  

Cruz e Sousa:Dante negro do Brasil

2321

Cruz e Sousa é singular em termos étnicos e existenciais. Isto é deixado bem claro por Uelinton Farias desde o começo do texto, ao caracterizá-lo como “negro retinto”, de origem banta, sem qualquer mescla de sangue europeu, logo “diverso em origem de muitos homens negros que lhe seriam contemporâneos, entre os quais Machado de Assis, José do Patrocínio, Luiz Gama, Ferreira de Araújo, Olavo Bilac, Alcindo Guanabara, Capistrano de Abreu, Barão de Cotegipe, André Rebouças e muitos outros”. E ao contrário de outros biógrafos, ele não hesita em afirmar que Cruz e Souza, “o menino João da Cruz”, se não nasceu escravo, foi ao menos meio-escravo: embora tivesse mãe alforriada, a escravidão pesava sobre o corpo de seu pai.

Livro de Uelington Faria Alves

Editora: Pallas

R$ 48,00

Published in: on maio 27, 2009 at 4:47 pm  Deixe um comentário  

O Espaço do Oprimido nas Literaturas de Língua Portuguesa do Século XX: Graciliano Ramos, Alves Redol e Castro Soromenho

imagem-007

Os romances analisados neste trabalho põem em evidência a descaracterização daqueles que representam os oprimidos.  No primeiro romance, Vidas Secas, o sertanejo se encontra perdido num mundo não desejado, desconexo e repleto de “aves que iam comê-lo” (VS. p.113).  A caatinga surge na narrativa como negação do movimento-mudança sonhado por Baleia no leito de morte.  O sonho do animal, simbolicamente falando, representa o desejo de humanização daquelas ‘vidas’ que estão ‘secas’ por dentro e por fora, já que desprovidas da linguagem singular, que dá forma e movimento às suas atitudes, vivem num mundo imutável, repetindo gestos ancestrais naquele espaço seco e duro, que impede os ‘matutos’ de desvendarem a realidade circundante.

O povo eleito, simbolicamente de passagem pela Lezíria, tem em Gaibéus um narrador onisciente, que conhece a origem e o destino de cada um.  Sendo assim, o povo que outrora fez história foi reduzido, metaforicamente, à condição de alugado, que emigra de tempos em tempos para conseguir, num trabalho exaustivo, o pão e o vinho.  Paralelamente à atividade do grupo, a narrativa recupera textualmente os pensamentos do ceifeiro rebelde que “não era rabezano nem gaibéu” (G.p.202), mas carregava consigo um ideal capaz de transformar aquele presente doloroso e estagnado de homens que nasceram do barro da terra,  mas não foram registrados nela

Terra Morta traz à tona as mazelas deixadas pela colonização.  A narrativa resgata, singularmente, as vozes de negros que estão submetidos ao ‘chicote de cavalo-marinho’, bem como de brancos e mestiços, que também são vítimas, direta ou indiretamente, do mesmo chicote, símbolo gerador da ordem colonial.  Terra Morta não efetiva, concretamente, no tempo narrativo, o movimento-mudança da história que se quer nova, mas explicita a descaracterização de negros, brancos e mestiços no solo morto de Camaxilo, bem como a tensão instaurada pelo aniquilamento físico, social e econômico da comunidade lundense, pela prática colonialista que se quer morta em prol da reorganização nacional.

Livro Jurema de Oliveira

Editora: União dos Escritores Angolanos (UEA)

R$ 28,00

Published in: on abril 27, 2009 at 5:40 pm  Deixe um comentário  

A Magia das Letras Africanas:ensaios sobre as literaturas de Angola e Moçambique

2ª edição

Publica-se no Brasil, em 2008, a obra ensaística A magia das letras africanas, que, desde seu aparecimento em Portugal há cinco anos, se tornou uma contribuição imprescindível para aqueles que não se conformam com a existência da teia de silenciamento imposta sobre as literaturas africanas, em geral, e sobre as de Angola e Moçambique, em particular, em nosso meio acadêmico-cultural. Penetrar no denso labirinto dessas literaturas é percorrer um espaço que se quer sempre cúmplice da ancestralidade emanada de um saber tão antigo, como antigo é o tempo africano. E fazê-lo, pelas mãos e sensibilidade de Carmen Lucia Tindó Secco, é, para além de tudo, pactuar com a beleza de um texto que, não abdicando de sua seriedade epistemológica, não se nega a deixar-se tocar pela maga vara de condão da poesia, pela qual tudo se transforma. Os textos críticos nascem, desse modo, da confluência sígnica entre as vozes dos autores africanos, que a ensaísta elege como base de suas leituras, e a sua própria voz que parece sempre emergir do lago profundo que só a poesia é capaz de criar.
Sabemos que o exercício crítico não é uma tarefa fácil. No caso específico do trabalho com as Literaturas Africanas, tal exercício se torna ainda mais complexo, pelo fato mesmo de que é difícil ler o outro, tendo em conta nossos próprios referenciais teóricos, herdados do Ocidente hegemônico. No entanto, a cumplicidade de Carmen com esse outro rompe o pesado silêncio e o corpo simbólico da alteridade acaba por emergir, com força, de sua fala também em diferença, tanto no que concerne estritamente à expressão literária quanto a outras interlocuções que a pesquisadora surpreende. Com a sabedoria das filhas da Kianda, ela vai decifrando os sinais, reordenando-os para, sempre segurando seu próprio fio de Ariadne, vencer as artimanhas impostas pelo labirinto linguajeiro de Angola e Moçambique…

…Por tudo isso, como leitora de Carmen Lucia Tindó Secco, só me resta reconhecer as “várias faces e formas” da “magia das letras de Angola e Moçambique”, entregando-me – e espero que outros o façam comigo – “ao exercício, ao desfrute e ao sortilégio delas!”

Laura Cavalcante Padilha
Professora de Literaturas Africanas
de Língua Portuguesa na Universidade
Federal Fluminense (UFF)

Livro de Carmen Tindó Secco

Editora: Quartet

R$ 34,00

Published in: on outubro 9, 2008 at 8:10 pm  Deixe um comentário  
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 38 outros seguidores