Kitabu

Livraria Negra – Um lugar de encontro da expressividade literária afro-brasileira

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Arquivo da categoria ‘Ensaios’

Cruz e Sousa:Dante negro do Brasil

Publicado por kitabu em Maio 27, 2009

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Cruz e Sousa é singular em termos étnicos e existenciais. Isto é deixado bem claro por Uelinton Farias desde o começo do texto, ao caracterizá-lo como “negro retinto”, de origem banta, sem qualquer mescla de sangue europeu, logo “diverso em origem de muitos homens negros que lhe seriam contemporâneos, entre os quais Machado de Assis, José do Patrocínio, Luiz Gama, Ferreira de Araújo, Olavo Bilac, Alcindo Guanabara, Capistrano de Abreu, Barão de Cotegipe, André Rebouças e muitos outros”. E ao contrário de outros biógrafos, ele não hesita em afirmar que Cruz e Souza, “o menino João da Cruz”, se não nasceu escravo, foi ao menos meio-escravo: embora tivesse mãe alforriada, a escravidão pesava sobre o corpo de seu pai.

Livro de Uelington Faria Alves

Editora: Pallas

R$ 48,00

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O Espaço do Oprimido nas Literaturas de Língua Portuguesa do Século XX: Graciliano Ramos, Alves Redol e Castro Soromenho

Publicado por kitabu em Abril 27, 2009

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Os romances analisados neste trabalho põem em evidência a descaracterização daqueles que representam os oprimidos.  No primeiro romance, Vidas Secas, o sertanejo se encontra perdido num mundo não desejado, desconexo e repleto de “aves que iam comê-lo” (VS. p.113).  A caatinga surge na narrativa como negação do movimento-mudança sonhado por Baleia no leito de morte.  O sonho do animal, simbolicamente falando, representa o desejo de humanização daquelas ‘vidas’ que estão ‘secas’ por dentro e por fora, já que desprovidas da linguagem singular, que dá forma e movimento às suas atitudes, vivem num mundo imutável, repetindo gestos ancestrais naquele espaço seco e duro, que impede os ‘matutos’ de desvendarem a realidade circundante.

O povo eleito, simbolicamente de passagem pela Lezíria, tem em Gaibéus um narrador onisciente, que conhece a origem e o destino de cada um.  Sendo assim, o povo que outrora fez história foi reduzido, metaforicamente, à condição de alugado, que emigra de tempos em tempos para conseguir, num trabalho exaustivo, o pão e o vinho.  Paralelamente à atividade do grupo, a narrativa recupera textualmente os pensamentos do ceifeiro rebelde que “não era rabezano nem gaibéu” (G.p.202), mas carregava consigo um ideal capaz de transformar aquele presente doloroso e estagnado de homens que nasceram do barro da terra,  mas não foram registrados nela

Terra Morta traz à tona as mazelas deixadas pela colonização.  A narrativa resgata, singularmente, as vozes de negros que estão submetidos ao ‘chicote de cavalo-marinho’, bem como de brancos e mestiços, que também são vítimas, direta ou indiretamente, do mesmo chicote, símbolo gerador da ordem colonial.  Terra Morta não efetiva, concretamente, no tempo narrativo, o movimento-mudança da história que se quer nova, mas explicita a descaracterização de negros, brancos e mestiços no solo morto de Camaxilo, bem como a tensão instaurada pelo aniquilamento físico, social e econômico da comunidade lundense, pela prática colonialista que se quer morta em prol da reorganização nacional.

Livro Jurema de Oliveira

Editora: União dos Escritores Angolanos (UEA)

R$ 28,00

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A Magia das Letras Africanas:ensaios sobre as literaturas de Angola e Moçambique

Publicado por kitabu em Outubro 9, 2008

2ª edição

Publica-se no Brasil, em 2008, a obra ensaística A magia das letras africanas, que, desde seu aparecimento em Portugal há cinco anos, se tornou uma contribuição imprescindível para aqueles que não se conformam com a existência da teia de silenciamento imposta sobre as literaturas africanas, em geral, e sobre as de Angola e Moçambique, em particular, em nosso meio acadêmico-cultural. Penetrar no denso labirinto dessas literaturas é percorrer um espaço que se quer sempre cúmplice da ancestralidade emanada de um saber tão antigo, como antigo é o tempo africano. E fazê-lo, pelas mãos e sensibilidade de Carmen Lucia Tindó Secco, é, para além de tudo, pactuar com a beleza de um texto que, não abdicando de sua seriedade epistemológica, não se nega a deixar-se tocar pela maga vara de condão da poesia, pela qual tudo se transforma. Os textos críticos nascem, desse modo, da confluência sígnica entre as vozes dos autores africanos, que a ensaísta elege como base de suas leituras, e a sua própria voz que parece sempre emergir do lago profundo que só a poesia é capaz de criar.
Sabemos que o exercício crítico não é uma tarefa fácil. No caso específico do trabalho com as Literaturas Africanas, tal exercício se torna ainda mais complexo, pelo fato mesmo de que é difícil ler o outro, tendo em conta nossos próprios referenciais teóricos, herdados do Ocidente hegemônico. No entanto, a cumplicidade de Carmen com esse outro rompe o pesado silêncio e o corpo simbólico da alteridade acaba por emergir, com força, de sua fala também em diferença, tanto no que concerne estritamente à expressão literária quanto a outras interlocuções que a pesquisadora surpreende. Com a sabedoria das filhas da Kianda, ela vai decifrando os sinais, reordenando-os para, sempre segurando seu próprio fio de Ariadne, vencer as artimanhas impostas pelo labirinto linguajeiro de Angola e Moçambique…

…Por tudo isso, como leitora de Carmen Lucia Tindó Secco, só me resta reconhecer as “várias faces e formas” da “magia das letras de Angola e Moçambique”, entregando-me – e espero que outros o façam comigo – “ao exercício, ao desfrute e ao sortilégio delas!”

Laura Cavalcante Padilha
Professora de Literaturas Africanas
de Língua Portuguesa na Universidade
Federal Fluminense (UFF)

Livro de Carmen Tindó Secco

Editora: Quartet

R$ 34,00

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Vozes (Além) da África

Publicado por kitabu em Outubro 9, 2008

O livro traz tópicos sobre Identidade Negra, literatura e História Africanas, reúne artigos de pesquisadores que evidenciam os esforços no sentido da formação de identidades no espaço colonial africano, a partir da reelaboração dos elos estabelecidos entre os povos nativos e a cultura e denominação impostos pelo colonizador europeu.

Livro de Organizadores:

Ignacio G. Delgado (coord.)
Enilce Albergaria
Gilvan Ribeiro
Renato Bruno

Editora da UFJF

R$ 26,00

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Rio de Janeiro: cultura, política e conflito

Publicado por kitabu em Agosto 24, 2008

Os showmícios da Baixada Fluminense, a mistura de classes presente nos bailes funk, os camelôs, o mundo heavy metal, a violência e a complexidade da metrópole. Em Rio de Janeiro: cultura, política e conflito, Gilberto Velho, um dos antropólogos de maior destaque no país, reuniu oito textos de diferentes autores, que revelam os mais diversos aspectos da cidade.

As análises refletem a riqueza do universo estudado. Estão presentes questões abrangentes, como a violência e as diferentes formas de conflito. Mas também há a pesquisa de manifestações artísticas e de trajetórias individuais, como a carreira da compositora e cantora Dona Ivone Lara e o embate entre os camelôs cariocas e a guarda municipal. São contribuições para se pensar a sociedade brasileira como um todo e refletir sobre a sociedade contemporânea em geral.

Livro de Gilberto Velho(org.)

Editora: Jorge Zahar

R$ 48,00

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ORIENTALISMO (EDIÇÃO DE BOLSO): O Oriente como invenção do Ocidente

Publicado por kitabu em Agosto 24, 2008

 

Nas palavras do romancista Milton Hatoum, Orientalismo é “um ensaio erudito sobre um tema fascinante”: como uma civilização fabrica ficções para entender as diversas culturas a seu redor. Para entender e para dominar. Neste livro de 1978, um clássico dos estudos culturais, Edward W. Said mostra que o “Oriente” não é um nome geográfico entre outros, mas uma invenção cultural e política do “Ocidente” que reúne as várias civilizações a leste da Europa sob o mesmo signo do exotismo e da inferioridade. Recorrendo a fontes e textos diversos – descrições de viagens, tratados filológicos, poemas e peças, teses e gramáticas -, Said mostra os vínculos estreitos que uniram a construção dos impérios e a acumulação de um fantástico e problemático acervo de saberes e certezas européias. A investigação da origem e dos caminhos do Orientalismo como disciplina acadêmica, gosto literário e mentalidade dominadora, vai e volta do século XVIII aos dias de hoje, das traduções das Mil e uma noites à construção do canal de Suez, das viagens de Flaubert e “Lawrence da Arábia” às aventuras guerreiras de Napoleão no Egito ou dos Estados Unidos no golfo Pérsico. Um livro fascinante e indispensável.

Livro de Edward W. Said

Editora: Cia das Letras

R$ 29,00

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Frantz Fanon – Os condenados da terra

Publicado por kitabu em Maio 18, 2008

A violência que presidiu a instauração do mundo colonial e provocou incansavelmente a destruição das formas sociais autóctones demoliu sem restrição os sistemas de referência da economia, as formas de aparência, de indumentária, será reivindicada e assumida pelo colonizado, no momento em que, decidindo ser a história em atos, a massa colonizada investir as cidades proibidas. Explodir o mundo colonial é então uma imagem de ação muito clara, muito compreensível, que pode ser retomada pelos indivíduos que constituem o povo colonizado.” – Frantz Fanon

Livro de Franz Fanon

Editora: Editora UFJF

R$ 38,00

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Introdução a Uma Poética da Diversidade

Publicado por kitabu em Maio 18, 2008

Primeira obra teórica de Édouard Glissant a ser traduzida para o português. O autor analisa as identidades culturais do Caribe e das Américas e propõe uma estética da Relação, que considera a questão da identidade cultural das minorias e dos povos e/ou das nações emergentes, e a função emancipatória das literaturas dos povos face à dominação e à ameaça de uniformização das culturas.

Livro de Édouard Glissant

Editora: Editora UFJF

R$ 24,00

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Divisões Perigosas

Publicado por kitabu em Fevereiro 20, 2008

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Vários artigos refletem criticamente, a partir de diversas perspectivas, sobre raça, racismo e os rumos das legislações e políticas públicas raciais no Brasil contemporâneo. Os textos foram publicados, em sua maioria, em jornais e revistas dirigidos ao grande público, mas há também textos inéditos, preparados especialmente para o livro.

Livro de Yvone Maggie e Peter Fry

Editora Record

R$ 30,00

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RAÇA COMO RETÓRICA

Publicado por kitabu em Fevereiro 20, 2008

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Em RAÇA COMO RETÓRICA, Yvonne Maggie e Claudia Barcelos Rezende apresentam novos rumos para as teorias sobre o racismo no Brasil. A partir dos trabalhos reunidos no livro, conclui-se que a forma de racismo existente aqui é sim mais branda que aquele norte-americano, porém é excluída a idéia de uma democracia racial brasileira.

Livro de Yvone Maggie, Claudia Barcellos Rezende

R$ 55,00

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