RACISMO SEXISMO E DESIGUALDADE NO BRASIL

Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

Num momento em que nosso país depara com temas polêmicos, como o Estatuto da Igualdade Racial e as cotas em universidades, a Coleção Consciência em Debate pretende discutir assuntos prementes que interessam não somente aos movimentos negros como a todos os brasileiros.
Fundamental para educadores, pesquisadores, militantes e estudantes de todos os níveis de ensino. Coordenação de Vera Lúcia Benedito.

AUTOR(A): SUELI CARNEIRO

EDITORA: SELO NEGRO EDIÇÕES

PREÇO: 22,00

Publicado em: às maio 5, 2011 em 2:40 pm  Deixe um comentário  

Couro imperial:Raça, gênero e sexualidade no embate colonial

Couro imperial é a crônica das ligações perigosas entre gênero, raça e classe que deram forma ao imperialismo britânico e à sua sangrenta desmontagem. Cobrindo o século entre a Grã-Bretanha vitoriana e a luta pelo poder na África do Sul, o livro trata da complexa relação entre raça e sexualidade, fetichismo e dinheiro, gênero e violência, domesticidade e mercado imperial, e analisa a influência do gênero sobre o nacionalismo nas zonas do poder imperial e anti-imperial. Utilizando teorias pós-coloniais, psicanalíticas e socialistas, Couro imperial argumenta que as categorias de gênero, raça e classe não existem isoladamente, mas surgem em relação íntima entre si. Baseando-se em diversas formas culturais — romances, propaganda, diários, poesia, história oral e o espetáculo mercantil de massas —, o livro examina o imperialismo não só como uma poética da ambivalência, mas também como uma política da violência. Rejeitando tradicionais oposições binárias entre eu-outro, homem-mulher, colonizador-colonizado, Anne McClintock invoca uma compreensão mais complexa e nuançada das categorias de poder e identidade sociais.

Livro de Anne McClintock – Plínio Dentzen (trad.)

Editora: Unicamp

R$ 74,00

Publicado em: às dezembro 10, 2010 em 5:52 pm  Deixe um comentário  

PRINCESA ISABEL DO BRASIL:GÊNERO E PODER NO SÉCULO XIX

 

Obra de leitura interessante e agradável, de fundamental importância àqueles que se
interessam pelo Brasil imperial, retrata Princesa Isabel, de uma forma acurada e leve -
uma das nove mulheres que, durante o século XIX estiveram no comando político de
nações.  O historiador inglês Roderick J. Barman reúne documentação inédita e farto
material iconográfico, obtido por meio da própria família imperial, e retrata a vida
privada e a trajetória pública de D. Isabel, a princesa imperial e legítima herdeira do
trono de D. Pedro II. Uma reconstituição histórica sólida que apresenta o cenário
sociopolítico do Segundo Reinado de maneira direta e cativante e aborda o universo de
vida feminino e as relações entre gênero e poder no século XIX 

Livro de  Roderick J. Barman
TRADUTOR(ES):
Luiz Antônio Oliveira Araújo

Editora Unesp

R$ 68,00

Publicado em: às maio 31, 2010 em 6:36 pm  Deixe um comentário  

Guerreiras de natureza: Mulher negra, religiosidade e ambiente – Coleção Sankofa – Volume 3

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A mulher negra conquistou seu espaço na sociedade por meio de grandes lutas, testemunhadas neste volume por lideranças e pensadoras como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Hédio Silva Jr. e Helena Theodoro. A tradição religiosa afro-brasileira valoriza o papel da mulher e reúne uma sabedoria guardada por ela como protagonista da vida de sua comunidade. A tradição dos orixás cultiva uma rica e dinâmica relação com a natureza, antecedendo por milênios a repentina preocupação do Ocidente atual sobre o meio ambiente. Com apresentação de Mãe Beata de Yemonjá e ensaios de Dandara, Nei Lopes e Aderbal Moreira Axogum, entre outros, este volume explora as diversas implicações dessa tradição para a interação do ser humano com as forças da natureza. No processo, elucida várias dimensões do impacto negativo da intolerância religiosa na sociedade contemporânea.

Livro de Elisa Larkin Nascimento

Editora Selo Negro

R$ 55,00

Vozes Femininas do Império e da República

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A participação das mulheres na cultura, na educação, literatura, na mídia e na política hoje é ampla e diversificada. Mas nem sempre foi assim. Para chegarmos ao estágio atual, desde o século XIX algumas mulheres pioneiras precisaram erguer suas vozes e conquistar seu espaço, em sociedades que lhes reservavam papéis secundários e restritos ao seio das famílias. A história da vida e da luta de algumas dessas mulheres, do Brasil e de Portugal, é o que o leitor vai encontrar nas páginas de Vozes femininas do Império e da República.

Organizado pelas professoras Yolanda Lima Lobo (UENF) e Lia Faria, o livro se divide em três partes – falas imperiais, falas literárias e falas apaixonadas – e reúne 11 artigos que, ao contar a história de mulheres especiais, acabam fazendo um registro da evolução das sociedades brasileira e portuguesa, do seculo XIX aos nossos dias.

Livro de Yolanda Lôbo, Lia Faria (Orgs.)

Editora: Quartet

R$ 34,00

Publicado em: às novembro 29, 2008 em 4:46 pm  Deixe um comentário  

CAETANA DIZ NÃO: Histórias de mulheres da sociedade escravista brasileira

Caetana é uma jovem escrava doméstica de uma fazenda de café do Vale do Paraíba, cujo proprietário decide que ela deve se casar com outro escravo. O casamento é realizado, mas Caetana se recusa a “deitar-se” com o marido. E a recusa é tão obstinada que seu dono resolve pedir a anulação do casamento não-consumado ao tribunal eclesiástico, dando início a um longo processo.
Na segunda história, a senhora solteira Inácia Delfina, da ilustre família dos Sousa Werneck, deixa em testamento parte de seus bens – inclusive escravos – para uma família de ex-escravos de sua propriedade. Porém, graças à astúcia do testamenteiro, eles acabam herdando não terras, mas dívidas.
A partir do processo de Caetana e do testamento de Inácia, Sandra Graham realiza um impressionante trabalho detetivesco de investigação do passado, juntando cacos dispersos e reconstruindo os cenários, laços familiares, relações de gênero, traços culturais e vínculos econômicos que compõem um retrato da região de economia mais pujante do Brasil em meados do século XIX. Como diz a autora, seu livro pretende “recuperar os atos e as vozes das ‘pessoas perdidas’”.

Livro de

Editora: Cia das Letras

R$ 55,50

Publicado em: às agosto 24, 2008 em 10:28 pm  Deixe um comentário  

Vol.1 – Preconceito contra a mulher – Diferença, poemas e corpos

Na Coleção Preconceitos o leitor encontrará, em linguagem clara e acessível, novas abordagens que tratam, com rigor e objetividade, de questões tensas que estão na raiz de muitas injustiças sociais que transformam o cotidiano de milhares de pessoas num contínuo espetáculo de sofrimento e solidão. Os preconceitos tentam naturalizar desigualdades sociais, multiplicando estereótipos que menosprezam a diversidade cultural, a diversidade de escolha, as marcas do corpo e a construção social das identidades culturais. Sempre é problemático tomar a sociedade brasileira como um todo, justamente porque nas particularidades dessa mesma sociedade encontramos expressivas desigualdades e diferenças que só se revelam plenamente quando observadas de perto. É o que fazem os autores da Coleção Preconceitos ­ aproximam-se de uma triste realidade. Nos livros desta Coleção podemos perceber um acúmulo histórico de tensões que indica, no Brasil, a presença de uma trama social na qual a vida concreta de muitas pessoas é continuamente submetida a diversificados níveis de subordinação; subordinação esta assentada naquilo que é marca registrada dos preconceitos ­ a lógica da preterição.

Livro de Sandra Azerêdo

Editora Cortez

R$ 17,90

Publicado em: às julho 7, 2008 em 5:43 pm  Deixe um comentário  

A flor do deserto

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Este livro é um relato emocionante relato de Waris Dirie, modelo de projeção internacional e atualmente embaixadora especial da ONU na luta pela erradiação da mutilação genital feminina.

Livro de Waris Dire

Editora: Hedra

R$  38,00

Publicado em: às março 17, 2008 em 2:27 pm  Deixe um comentário  

Mães de Acari:Uma história de protagonismo social

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Impossível parar de ler; impossível não se emocionar; impossível resistir à energia contagiante das Antígonas brasileiras: o livro de Carlos Nobre sobre um punhado de mulheres extraordinárias que se tornaram conhecidas como as mães de Acari é um retrato magnífico de uma luta titânica por Justiça. O palco é o Rio de Janeiro. Um Rio que conhecemos e ignoramos; tão próximo e tão distante. Não a cidade maravilhosa, cartão-postal folclórico, arena idealizada da sociabilidade exuberante que consagra nossas tradições sincréticas, tolerantes e cordiais. Rio duro, acre, sombrio. Rio cruel e falso. Capital da hipocrisia; dos poderes podres; sede inóspita do carnaval de cumplicidades. Mas também o lugar da coragem cívica mais ousada, do ardor ético mais destemido, do amor sem-barreiras, da lealdade que não mede custos e riscos, da fidelidade aos princípios. Rio-que-nos-orgulha, mergulhado nos poros da cidade-que-nos-envergonha. Lado a lado, unha e carne, como duas faces da mesma realidade. Unha e carne, feito mãe e filha. Lado a lado, como filho e mãe. Os vínculos transcendem a morte: elas querem enterrar os despojos de seus filhos e desejam a punição dos culpados; reclamam os cadáveres escondidos pelos criminosos sádicos do grupo de extermínio, acobertado por instituições e políticos. As nobres mulheres pobres de Acari iluminam as trevas de nosso país brutal, insistindo para além de toda sensatez acomodada, exatamente como as locas da Plaza de Mayo. Por isso, em sua santa insensatez, em sua apaixonada persistência, elas são a voz de quem está emudecido pelo medo, de quem está calado pelo ceticismo, de quem se deixou imobilizar pela sensação de impotência. Não há testemunho maior, na história recente de nosso país, de mobilização popular tão pura e genuína por Justiça, pelos direitos humanos e contra a barbárie policial, endossada por autoridades omissas e patéticas. Carlos Nobre é nosso credor: devemo-lhe gratidão por compartilhar conosco, seus leitores, o conhecimento profundo sobre protagonismo popular e por não permitir que nossas esperanças se percam e que esmoreça nossa vocação solidária. O leão do detetive-matador que se alimentava de suas vítimas – personagem verdadeiro –, é também o signo da demanda feroz por ordem-a-qualquer-preço. Precisamos domesticar essa vontade selvagem, cuja raiz é o medo, capturado na linguagem da intolerância e do racismo. [Luiz Eduardo Soares Antropólogo e cientista político Professor da UERJ e da UCAM]

Livro de Carlos Nobre

Editora Pallas

R$ 28,00

Publicado em: às agosto 16, 2007 em 10:13 pm  Deixe um comentário  

Mulheres Invisíveis: A violência conjugal e novas políticas de segurança

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“É preciso sinalizar para a sociedade que a violência doméstica é inaceitável, mas não se pode apenas reforçar as providências punitivas. É preciso entender que a cidadania não pode acabar na porta de casa.”

A violência doméstica talvez seja a mais eloqüente evidência de uma violência mais antiga e mais extensa que as mulheres conhecem e sofrem. Vem disfarçada em cotidiano, no qual desaparece, se apaga, encoberta pelas próprias vítimas. Mulheres duplamente feridas: pelo ataque físico e por aquele que impõem a si na tentativa de negar uma realidade. Tornar visível esta violência e suas vítimas requer um trabalho árduo.

Foi este o objetivo de Barbara Musumeci Soares ao escrever MULHERES INVISÍVEIS: VIOLÊNCIA CONJUGAL E NOVAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA. Buscando ir além das soluções já testadas de combate à violência, a autora observou a prática dos Alcóolicos Anônimos como um caminho experimental possível na acolhida e cuidado com as mulheres vítimas de violência. É nesses espaços de ajuda mútua que amadurece o que Barbara conceitua como vitimização afirmativa, um discurso elaborado de dentro, a partir do diálogo, e não de fora, a partir de julgamentos morais e políticos que acabam constituindo a identidade da vítima sem levar em conta sua auto-apreciação.Barbara construiu seu pensamento baseado em sua vivência nos Estados Unidos. Sua intenção é a de contribuir para que este debate entre definitivamente na agenda política brasileira e o problema seja enfrentado de maneira eficaz.

Barbara Musumeci Soares é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Antropologia pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da mesma universidade e doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Ocupou o cargo de sub-secretária adjunta de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, atuando especificamente no campo da violência doméstica, e foi presidente da Comissão de Segurança da Mulher. Fruto de pesquisa realizada no Brasil e nos Estados Unidos, MULHERES INVISÍVEIS: VIOLÊNCIA CONJUGAL E NOVAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA é uma adaptação de sua tese de doutorado.

Livro de Barbara Musumeci Soares

Editora: Civilização Brasileira

R$ 44,00 

Publicado em: às agosto 16, 2007 em 9:56 pm  Deixe um comentário  
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