Questões Urbanas e Racismo

Questões Urbanas e Racismo presenteia o público leitor e a comunidade acadêmica com uma cuidadosa escolha de textos sobre a geograficidade das relações raciais. Sistematizado ao longo de cinco eixos temáticos: segregação socioespacial; mulher negra e ativismo; territorialidades culturais negras; religiões afro-brasileiras e intolerância; e luta antirracismo do movimento negro. Onze textos apresentam alguns recortes sobre as “Questões Urbanas e Racismo”. No vasto universo de temas daí decorrentes, Renato Emerson dos Santos realizou um difícil trabalho de selecionar alguns eixos mais representativos, de modo a oferecer consistência e rigor teóricos, permitindo e incentivando novas discussões. Como poderemos observar, os organizadores e autores que nos brindam com este livro da coleção, são pesquisadores que de longa data estudam as temáticas apresentadas e defendidas durante o percurso histórico da ABPN.

Autor: Renato Emerson

Editora: D Petrus et Alii Editora

R$ 38,00

Published in: on agosto 20, 2012 at 1:15 pm  Deixe um comentário  

COLEÇÃO ENCONTROS: MILTON SANTOS

Um dos maiores e mais atuantes intelectuais brasileiros, o geógrafo Milton Santos conseguiu reconhecimento internacional por seu pensamento original. Esse livro reúne, em forma de entrevistas, intervenções fundamentais sobre a geografia moderna, a globalização e o papel do intelectual e da universidade na sociedade.

“Eu chamo a globalização de globalitarismo porque estamos vivendo uma nova fase de totalitarismo. O sistema político utiliza os sistemas técnicos contemporâneos para produzir a atual globalização, conduzindo-nos para formas de relações econômicas implacáveis, que não aceitam discussão, que exigem obediência imediata.” MILTON SANTOS

EDITORA : AZOUGUE

R$: 25,00

Published in: on abril 18, 2011 at 4:08 pm  Deixe um comentário  

Desigualdades raciais e segregação urbana em antigas capitais: Salvador Cidade de Oxum, Rio de Janeiro cidade de Ogum

desiggaramond1

Antônia dos Santos Garcia é uma pesquisadora peculiar. Reúne em sua biografia uma história de experiências com os movimentos populares de Salvador e, ao mesmo tempo, uma formação acadêmica interdisciplinar, como socióloga, mestre em Geografia e doutora em Planejamento Urbano e Regional, o que caracteriza também a riqueza de seu trabalho de pesquisa, sempre político e engajado. Este livro, resultado de suas pesquisas de doutorado, revela em que medida a segregação urbana em Salvador e no Rio de Janeiro é baseada em natureza racial. Para isso, a autora analisa a distribuição espacial dos indivíduos e a distribuição das residências nas duas cidades, demonstrando que as desigualdades estão muito vinculadas à forma pela qual o racismo se introduziu e se desenvolveu na sociedade brasileira. A análise de indicadores de ocupação, educação, renda, bens urbanos e serviços de consumo coletivos evidencia como a metrópole moderna recria a hierarquia racial – ou seja, a categorização racial é também um critério hieraquizador na sociedade. A autora busca ainda desvendar como o “racismo à brasileira” tem perpetuado as desigualdades raciais mediante a retórica anti-racialista, que reforça a naturalização de tais disparidades: as práticas racistas continuam sendo tratadas como um não problema no país, embora o nosso cotidiano seja repleto de classificações raciais. Neste sentido, Antonia Garcia aborda a desigualdade como fator histórico, estrutural e político, passível portanto de transformação pelos sujeitos sociais.

Livro de Antonia dos Santos Garcia

Ediora Garamond

R$ 55,00

Published in: on abril 6, 2009 at 5:54 pm  Deixe um comentário  

Do Quilombo à favela

quilombo-a-favela.jpg

Já se tornou um lugar-comum: as favelas não param de crescer e as grandes cidades estão cada vez mais violentas. Como isso começou? Andrelino Campos, que superou as dificuldades de uma infância humilde para se tornar doutor em Geografia, mostra que essa tal “violência” tem origem na estrutura fundiária estabelecida desde o período imperial. Do tráfico de escravos ao tráfico de drogas e dos navios negreiros aos camburões, Do Quilombo à Favela: A Produção do “Espaço Criminalizado” no Rio de Janeiro traça um profundo e esclarecedor estudo sobre o longo processo – pontuado por descaso, preconceito e interesses políticos – que culminou na situação atual dos principais centros urbanos brasileiros. Ao mesmo tempo, Andrelino aponta caminhos para um futuro mais justo e pacífico.

Livro de Adrelino Campos

Editora: Bertrand

R$ 29,00

Published in: on agosto 27, 2007 at 6:17 pm  Deixe um comentário  

Planeta Favela

85-7559-087-1_big.jpg 

Se a imagem da metrópole no século XX era a dos arranha-céus e das oportunidades de emprego, Planeta Favela leva o leitor para uma viagem ao redor do mundo pelos realidade dos cenários de pobreza onde vive a maioria dos habitantes das megacidades do século XXI.

O urbanista norte-americano Mike Davis investiga as origens do crescimento vertiginoso da população em moradias precárias a partir dos anos 80 na América Latina, na África, na Ásia e no antigo bloco soviético. Combinando erudição acadêmica e conhecimento in loco das áreas pobres das grandes cidades, Davis traz a história da expansão das metrópoles do Terceiro Mundo, analisando os paralelos entre as políticas econômicas e urbanas defendidas pelo FMI e pelo Banco Mundial e suas conseqüências desastrosas nas gecekondus de Istambul (Turquia), nas desakotas de Accra (Gana) ou nos barrios de Caracas (Venezuela), alguns dos nomes locais para as aproximadamente 200 mil favelas existentes no planeta.

Cada aspecto dessa “nova cidade” é analisado: informalidade, desemprego, criminalidade; o gangsterismo dos senhorios que lucram com a miséria; a incapacidade do Estado de oferecer infra-estrutura e casas populares, e em contrapartida sua atuação nas remoções de “revitalização” que abrem caminho para a especulação imobiliária; as soluções ilusórias de ONGs e organismos multilaterais; os limites das estratégias de titulação de propriedade, os riscos ambientais e sanitários de se viver em favelas, com exposição a resíduos tóxicos e carência de saneamento básico; o crescimento do fanatismo religioso; e a disseminação de doenças como cólera e AIDS.

Além das estatísticas, o autor revela as histórias trágicas que os dados frios não mostram, como as crianças abandonadas pelas famílias nas ruas de Kinshasa (Congo), por serem consideradas “feiticeiras”, ou a nuvem de gás letal expelida pela fábrica da Union Carbide na Índia, que causou a morte de aproximadamente 22 mil habitantes de barracos nos arredores da unidade da empresa, que não tinham informação sobre os riscos ou opção de morar em outro local.

O livro traça um retrato da nova geografia humana das metrópoles, onde algumas “ilhas de riqueza” florescem em torres de escritório ou condomínios fortificados que imitam os bairros do subúrbio norte-americano, separados da crescente população favelada por muros e exércitos privados, mas conectados entre si por auto-estradas, aeroportos, redes de comunicação e pelo consumo das marcas globais. Como coloca o autor, citando, entre outros, Alphaville, enclaves constituídos como “parques temáticos” deslocados da sua realidade social mas integrados na globalização, onde se deixa de ser cidadão do seu próprio país para ser um “patriota da riqueza, nacionalista de um afluente e dourado lugar-nenhum”, como os classifica o urbanista Jeremy Seabrook, citado no livro.

Davis explora a natureza desse novo contexto do conflito de classes, entre os que vivem dentro dos muros como em uma “cidade medieval”, e a “humanidade excedente”, que vive fora dela. Um “proletariado informal”, ainda não compreendido pelo marxismo clássico e tampouco pelo neoliberalismo.

A materialização extrema desse conflito está no último capítulo do livro, que trata das análises do Pentágono sobre a guerra do “futuro” nas megafavelas do Terceiro Mundo, e o presente do exército norte-americano tentando monitorar as vielas de Sadr City, a maior favela de Bagdá.

Se a globalização da riqueza é constantemente celebrada pelos seus entusiastas, em Planeta Favela Mike Davis mostra o outro – e imenso – lado da história: as sincronias e semelhanças nada acidentais no crescimento da pobreza no mundo.

A edição brasileira traz ainda um posfácio da urbanista Erminia Maricato que dialoga com a obra de Davis e um caderno de fotografias de favelas brasileiras de André Cypriano.

Sobre o autor: Mike Davis é professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. Ex-caminhoneiro, ex-açogueiro e ex-militante estudantil, Davis é colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles Ecologia do Medo, Holocaustos coloniais, O monstro bate a nossa porta (editora Record), e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles, que será reeditado pela Boitempo em 2007.

Livro de Mike Davis

Ed. Boitempo

R$ 38,00

Published in: on junho 17, 2007 at 3:09 pm  Deixe um comentário  

O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIEDADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI

8501059390.jpg 

O Brasil brasileiro é hoje apenas letra de música. Em seu mais recente livro, O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIEDADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI, o geógrafo Milton Santos, em parceria com María Laura Silveira, mostra como deixamos a idéia de uma nação brasileira a cargo do mercado global: “o território brasileiro é o espaço nacional de uma economia internacionalizada,” explica. O livro é o resultado de um projeto de pesquisa no qual o geógrafo e sua equipe trabalharam por vinte e cinco anos e derruba mitos nos quais estudiosos têm amparado suas teorias geográficas. Uma obra inovadora, principalmente por se recusar a ser um mero inventário, como os antigos livros sobre o assunto. Um marco de renovação da disciplina.
Milton Santos usa o território como uma metáfora do que acontece no país. Da pobreza do Nordeste, passando pela inovação do Centro-Oeste até a importância econômica do Sudeste, o autor mostra que o indivíduo é condicionado pelo meio. A casa, o bairro, o percurso que faz, tudo isso molda sua forma de ver o mundo. Antes, o território era visto apenas como uma tela vazia, à espera da população para escolher as cores, escrever a sua história. “Hoje, o território finalmente é visto como também um ator,”, analisa o autor.
Em O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIEDADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI, Milton Santos mostra que o que se aprendeu e ensinou sobre geografia era equivocado. Com linguagem acessível, ele oferece uma visão globalizadora da realidade nacional, através de um de seus aspectos mais integradores: o próprio território. “O território de uma país é um fenômeno dinâmico que tanto pode ser usado a serviço das grandes empresas como em benefício da população,” diz o geógrafo.
O autor explica como, onde, por quem, por quê e, principalmente, para quê o território é usado. Sem nunca subestimar ou esquecer as diferenças entre suas regiões: “O território é um organismo vivo. A cidade, por exemplo, reage ao capitalismo de forma completamente diversa do campo.” E ainda prevê mudanças nesse mecanismo, como um êxodo rural preocupante ainda nesta década. O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIEDADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI analisa como cada localidade acolhe as modernizações, cristaliza usos antigos e guarda novas racionalidades. Uma redescoberta do Brasil aos olhos de uma nova geografia, preocupada com as características sociais, históricas e econômicas de um povo em constante mutação.

Livro de Milton Santos

Editora Record

R$ 58,00

Published in: on junho 17, 2007 at 1:18 pm  Deixe um comentário  
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 35 outros seguidores