DE CLINTON A OBAMA: POLÍTICAS DOS ESTADOS UNIDOS PARA A AMÉRICA LATINA


O livro apresenta um conjunto de estudos realizados na área de pesquisa "Integração e 
Crise na América do Sul e a Política dos Estados Unidos para a Região", vinculada ao 
Instituto Nacional de Estudos Sobre os Estados Unidos (INEU). A perspectiva analítica 
adotada pelos autores pauta-se pela compreensão dos interesses, das estratégias e das 
políticas do governo dos Estados Unidos nas suas relações com a América Latina, 
baseando-se em dois eixos temáticos que delineiam a estruturação dos capítulos: 1) as 
abordagens predominantes na definição da política externa, assim como as correntes de 
opinião e 'Think Tanks" com influência nos processos decisórios; 2) os interesses, as 
percepções e as políticas envolvendo o conjunto da região, blocos subregionais ou 
países individuais, estabelecendo o vínculo entre as diversas agendas e o 
dimensionamento dos desafios à segurança.
Livro de AYERBE, LUIS FERNANDO
Editora Unesp
R$ 45,00
Published in: on maio 31, 2010 at 7:04 pm  Deixe um comentário  

A DESOBEDIENCIA CIVIL DE HENRY THOREAU

Nos Estados Unidos de 1830, a escravidão começava a se tornar um paradoxo. Embora extinto nos estados do Norte, o sistema escravista persistia no Sul, onde começava a ser contestado por algumas vozes isoladas. Thoreau, conhecido por pregar uma vida em comunhão com a natureza, proferiu em 1848 uma palestra questionando a legitimidade do Estado e pregando a abolição do trabalho escravo. As idéias ali expressas viraram um célebre manifesto de rebeldia e, até hoje, “Desobediência civil” continua inspirando movimentos pacifistas mundiais e organizações que lutam pelos direitos humanos.

Livro de Andrew Kirk

Editora: Jorge Zahar

R$ 26,00

Published in: on março 29, 2010 at 4:42 pm  Deixe um comentário  

COMÉRCIO E CANHONEIRAS – Brasil e Estados Unidos na Era dos Impérios (1889-97)

Na década de 1890, momento de grandes esperanças quanto às possibilidades de superação das travas do passado colonial e monárquico brasileiro, os Estados Unidos eram vistos no Brasil simultaneamente como modelo a ser copiado e como contrapeso ao domínio econômico e diplomático da Grã-Bretanha. No reverso da medalha, a América Latina e o Brasil, em um mundo marcado pela expansão imperial das potências europeias, eram compreendidos por importantes grupos políticos e empresariais norte-americanos como centrais para o fortalecimento dos Estados Unidos. A partir de ampla pesquisa, Steven C. Topik demonstra como as trajetórias dos dois países se inter-relacionaram na conjuntura crítica da fundação da república brasileira e da montagem do poder imperial norte-americano. Para tanto, o autor aborda episódios pouco analisados: o primeiro tratado bilateral da República, que estabelecia condições privilegiadas – mas potencialmente desiguais – para as trocas comerciais entre os dois países, e o envolvimento norte-americano na Revolta da Armada (1893-94). Os dois eventos servem como porta de entrada para a composição desse livro esclarecedor a respeito das forças que moldaram e que vêm moldando a ordem econômica e política mundial contemporânea.

Livro de Steven C. Topik

Editora: Cia das Letras

R$ 67,00

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 4:40 pm  Deixe um comentário  

Latinoamericana: Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe

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A Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe é uma obra pioneira, plural e tematicamente variada. Coordenada por Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, é um instrumento fundamental de difusão e conhecimento de um espaço geográfico, social e cultural de dimensão muito maior do que a submissão com a qual foi historicamente identificado. Concebida inicialmente pelo Laboratório de Políticas Públicas da UERJ e preparada durante dois anos por uma pequena equipe – dirigida na Boitempo por Aluizio Leite e Antonio Roberto Espinosa –, a enciclopédia possui 980 verbetes, 1.040 fotos em cor, 95 mapas e 136 tabelas exclusivos, 21 gráficos e fichas com dados gerais sobre cada país da região. Concentra-se nos últimos 50 anos da história do continente e encerra um conjunto de quase 1.400 páginas, escritas por autores de cerca de 20 países, tratando da América Latina que emerge como um conjunto por meio de instituições e ações próprias. Entre os 123 autores que assinam os ensaios e verbetes da obra estão alguns dos mais expressivos intelectuais latino-americanos: Álvaro García Linera, Ana Esther Ceceña, Anibal Quijano, Atilio Boron, Chico de Oliveira, Emir Sader, Fernando Martínez Heredia, Flávio Aguiar, Gerardo Caetano, Héctor Alimonda, Iná Camargo Costa, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Marcio Pochmann, Marco Gandasegui, Mike Davis, Néstor García Canclini, Pablo Gentili, Ricardo Antunes, Theotonio dos Santos, Tomás Moulian, Vivian Martínez Tabares, Wilson Cano e muitos outros. Do conselho consultivo fazem parte Boaventura de Sousa Santos, Eduardo Galeano, István Mészáros, Marilena Chaui, Michael Löwy, Pablo González Casanova. E há ainda um extenso colégio de consultores formado por nomes como Aracy Amaral, Sergio de Carvalho, Leda Paulani, Juca Kfouri e muitos mais. O projeto da Latinoamericana nasceu da necessidade de resgatar o continente, depois que políticas e concepções neoliberais rebaixaram nossos países a meros campos de investimento e de especulação. A bibliografia sobre a América Latina e o Caribe foi vítima da mesma degradação que sofreram nossas nações. À predominância do capital financeiro correspondeu a prioridade de concepções economicistas, com interesse especulativo, em detrimento da história, da cultura, das identidades, das relações e dos movimentos sociais – enfim, de tudo o que compõe a vida dos países latino-americanos e caribenhos. Recuperar essa riqueza e propiciar o intercâmbio de conhecimentos produzidos em nossa região são os objetivos principais da Latinoamericana. Uma obra essencial, de referência, mas também de reflexão e debate sobre este pedaço do mundo e os povos que o compõem. Patrocinada por Petrobrás, Eletrobrás e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e com apoio da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, pretende também ser mais um passo na importante integração da América Latina. A Boitempo responde por toda a parte editorial da enciclopédia: pela apresentação, pela forma – que compreende o projeto gráfico, todo em cores, as imagens –, pela clareza e equilíbrio da linguagem – títulos, intertítulos, apresentação de tabelas, gráficos, mapas, fotografias e textos, incluindo tradução, correção ortográfica, gramatical, sumário, índices temático e onomástico, remissões intra e pós-textuais nos quase mil verbetes que compõem a Latinoamericana.

Livro de Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nóbile

Editora: Boitempo

R$ 190,00

Published in: on junho 24, 2007 at 11:23 pm  Deixe um comentário  

Os Jacobinos Negros

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As tropas brasileiras ocupam as favelas de Porto Príncipe, capital do Haiti, na maior ação militar do país no exterior em décadas. Mas que país é o Haiti, hoje o mais pobre da região, mas que foi a primeira nação da América Latina a se tornar independente? Qual é a sua história?

Em 1938, no auge do nazismo e da predominância das teorias de supremacia da raça branca em todo o mundo, o escritor C. L. R. James demolia preconceitos ao mostrar a função histórica da escravidão e a função social da opressão do negro.

Os jacobinos negros é um verdadeiro tratado sobre essa questão e projeta luz sobre o pano de fundo histórico do drama atual do Haiti. O autor faz um relato minucioso da insurreição de escravos que expulsou os colonizadores franceses de São Domingos, antigo nome do país. Na colônia, principal parceiro comercial da França, integrada a economia mundial da época, a população negra que gerava a riqueza era dez vezes maior do que a dos brancos. Ali, os ideais da revolução na metrópole, que pregava “liberdade, igualdade e fraternidade” ecoaram nas lideranças dos escravos rebelados, os jacobinos negros. Com o ideal de construir um país independente que se aliaria a França revolucionária em pé de igualdade, um “posto avançado” dos ideais revolucionários no continente americano.

A independência foi conquistada não com o apoio, mas em combates contra as tropas francesas, inglesas e espanholas. Mas isolados da economia internacional, por terem se rebelado contra a escravidão, em uma época onde os Estados Unidos, Cuba e Brasil eram sociedades escravocratas, a rebelde ilha caribenha foi “condenada” ao atraso por sua ousadia. O destino de seu líder, Toussaint L Ouverture, foi trágico.

Um livro essencial sobre a revolta dos explorados contra os exploradores, dos negros contra a escravidão, da América Latina contra o colonialismo, formas de opressão contra as quais se levantou a revolução haitiana. Para Jacob Gorender, autor da orelha do livro “James se apoiou solidamente em fontes historiográficas abundantes e seguras e soube elaborar um texto fluente e cativante. O que torna este Os jacobinos negros um livro precioso não só para estudiosos especializados, mas também para todos os que desejam conhecer a História a fim de entender melhor o mundo em que vivem.”

Os jacobinos negros traz ainda um apêndice onde o autor relaciona as semelhanças e diferenças entre a ressurreição hatiana e a Revolução Cubana, intitulado “De Toussaint L´Ouverture a Fidel castro”; uma cronologia da história do Haiti e um índice onomátisco e remissivo dos personagens históricos citados no livro.

Sobre o autor: Cyril Lionel Robert James (1901-1989) nasceu em Trinidad e Tobago, na época uma colônia britânica. Jogou e foi jornalista especializado em críquete, professor, autor de ficção e teórico marxista. Foi militante em vários grupos socialistas, e dos movimentos anti-colonialista e do nacionalismo africano, contra o imperialismo europeu no Caribe e na África, participando ativamente da revolução no Gana. Mudou-se para os Estados Unidos em 1938, onde participou da luta por igualdade racial. professor na Universidade de Columbia (EUA) e autor de vários livros de teoria marxista, e também de política no Caribe e na África. Após o fracasso do nacionalismo africano, deixou a política e morreu em 1989 em sua terra natal.

Livro de C. L. R. James

Ed. Boitempo

R$ 49,00

Published in: on junho 17, 2007 at 3:02 pm  Deixe um comentário  
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