Preciosa

A adolescente do Harlem Claireece Precious Jones é obesa, analfabeta e está grávida pela segunda vez do seu pai. Vítima de abusos físicos e psicológicos por parte da mãe, seu encontro com uma professora batalhadora a apresentará a um mundo novo.

Livro de Sapphire

Editora: Record

R$ 29,00

Published in: on março 14, 2010 at 3:23 pm  Deixe um comentário  

Compaixão

A obra de Toni Morrison é toda debruçada sobre a condição do negro nos Estados Unidos e, sobretudo, da mulher negra americana. Em Amada, ela visitou o terror permanente da vida na escravatura. Agora, em Compaixão, recua mais na história e vai à origem, a 1690, quando a própria nação norte-americana estava nascendo, cem anos antes da Declaração de Independência. Morrison nos faz lembrar que o começo do regime escravagista se confunde com esse início da nação, os dois cresceram juntos. A autora vê, nesse alvorecer do país, a possibilidade de uma escravatura sem racismo, que junta brancos, negros e indígenas numa mesma árdua luta pela sobrevivência na natureza inóspita do nordeste americano.
Compaixão é a história de Florens, que a própria mãe entrega como pagamento da dívida de seu senhor, na esperança de que possa ter uma vida melhor numa fazenda remota, ao lado de três outras mulheres – Rebekka, a senhora branca; Lina, uma escrava indígena; e Sorrow, outra escrava negra – e do tolerante senhor anglo-holandês Jacob Vaark.
Em meio às asperezas da vida rural desse período, ameaçada pela varíola, numa terra sem lei, dividida entre o puritanismo religioso das seitas protestantes dos brancos e a tolerância e liberdade do indígena e do negro, Florens descobre o amor e o sexo. Luta com a natureza do nordeste da América do Norte e com sua própria natureza, ambas bravias, uma fria, a outra ardente. Sempre em busca de um amor perdido: o de sua mãe e o de sua pátria.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 6:53 pm  Deixe um comentário  

Jazz

Em 1926, o Harlem, bairro negro de Nova York, é povoado sobretudo por gente que veio do campo em busca das promessas da cidade cintilante. O cinquentão Joe Trace, vendedor itinerante de produtos de beleza, mata com um tiro sua amante adolescente. No funeral, a cabeleireira Violet, mulher de Joe, ataca o corpo da rival com uma faca. Uma tragédia pessoal que é um prenúncio dos tempos duros que virão na década seguinte. Uma apaixonada história de amor e obsessão que avança e recua no tempo, reunindo emoções, esperanças, temores e as duras realidades da vida negra nas cidades dos Estados Unidos da primeira metade do século XX.
Lançado originalmente em 1992, Jazz é um romance sem precedentes, um marco no panorama literário dos Estados Unidos, que consagra Toni Morrison como uma das maiores escritoras da atualidade.

Livro Toni Morrison

Editora Cia das Letras

R$ 21,00

Published in: on fevereiro 26, 2010 at 6:47 pm  Deixe um comentário  

Amada

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Livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, o romance, republicado
agora no Brasil pela Companhia das Letras, ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Timesa
obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica,
com Oprah Winfrey no papel principal.

A história se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados
Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda em que era mantida cativa, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinnati. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história.

Amada tem uma estrutura sinuosa, não-linear: viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista, sonda cada uma das facetas que compõem esta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, faz um retrato a um
tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 51,00

Published in: on fevereiro 20, 2008 at 2:59 pm  Deixe um comentário  

Paraíso

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Este é o primeiro romance que Toni Morrison publicou depois de sua consagração mundial em 1993, quando recebeu o Nobel de Literatura. A ação se passa em Ruby, uma cidedazinha de 360 habitantes encravada no Oeste americano. Não pise ali se você não tiver o sangue cem por cento negro e se não for temente a Deus. Não ouse cometer adultério, nem deitar-se c0m mulheres impuras, de pele mais clara que a sua. Acima de tudo, não se aproxime do convento, antro de perdição que acolhe mulheres como Gigi, uma sem-destino meio bandida, cansada de viver nas ruas, ou Pallas, dezesseis anos de pura insensatez, medo e vergonha. É preciso destruí-las: por causa delas há crianças nascendo defeituosas em Ruby. Paraíso é um corajoso apelo à liberdade em que a elegância do estilo colore os matizes do ódio e da intolerância.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 54,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:49 pm  Deixe um comentário  

O olho mais azul

11431.jpgCholly e Pauline Breedlove têm dois filhos: Sammy e Pecola. Seria uma típica família americana não fossem os Breedlove muito pobres e negros. A situação de marginalidade é ainda mais grave para a menina Pecola, que encontra rejeição em todos os ambientes que freqüenta. Na escola, é ridicularizada até pelas outras crianças negras, pois é quem tem a pele mais escura. Em casa, o pai a oprime e a mãe prefere dedicar seu amor à família branca para a qual trabalha.
Certo dia, num acesso de desespero, Cholly bebe além da conta, bate em Pauline na frente da pequena Pecola e coloca fogo na casa da família. O serviço social da cidade de Lorain, no estado de Ohio, onde moram os Breedlove, instala temporariamente a menina na casa da família MacTeer.
A adolescente Claudia MacTeer, da mesma idade de Pecola, é a narradora de O olho mais azul e uma espécie de alter-ego da autora. É Claudia quem organiza as histórias de vida dos personagens, fazendo com que o ponto de convergência seja a trajetória de Pecola.
Nos Estados Unidos da década de 40, época em que se passa a história, o padrão de beleza é exatamente o oposto daquele que a menina ostenta. Garotas negras e pobres, como ela, costumavam ganhar de presente bonecas brancas de olhos azuis e tomar leite em canecas estampadas com o rosto da atriz-mirim Shirley Temple. Todas as noites, a pequena Pecola reza para ter olhos azuis – num delirante e inconsciente desejo de redenção e ascensão social.
Toni Morrison escreveu O olho mais azul entre 1962 e 1965. A história guarda uma íntima correspondência com a biografia da autora. Como ela mesma afirma no posfácio desta edição, escrito em 1993, o livro é uma tentativa de dramatizar a opressão que o preconceito racial pode causar na mais frágil das criaturas: uma criança negra do sexo feminino. Toni Morrison foi a primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura, em 1993.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 40,00

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:41 pm  Deixe um comentário  

Amor

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Bill Cosey era um homem de personalidade forte, dono de um hotel onde, nas décadas de 40 e 50, apresentavam-se os principais músicos de jazz, atraindo clientes ricos e poderosos da comunidade negra norte-americana. Viúvo, com ele moravam a nora, May, e a neta, Christine (o filho morrera de pneumonia), que ficam chocadas quando ele resolve se casar de novo, com Heed, uma das jovens amigas de Christine. Quantos tipos de amor existem? Toni Morrison não tenta responder essa pergunta impossível. Trinta anos depois do acontecido (o hotel, após uma longa decadência, já não existe), o romance vai desenrolando as relações, sempre conturbadas, de seis mulheres com aquele mesmo homem, tendo como pano de fundo a dolorosa história da América negra. Centrada na luta encarniçada de Heed e Christine pela herança de Cosey, a narrativa, repleta de sensualidade, paixão e crueldade, ajuda-nos a entender as infinitas variedades do amor.

Livro de Toni Morrison

Editora: Cia das Letras

R$ 43,50

Published in: on novembro 17, 2007 at 9:37 pm  Deixe um comentário  

Feras de lugar nenhum

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Feras de lugar nenhum é o livro de estréia de Uzodinma Iweala, de 23 anos, uma das grandes atrações da Festa Literária de Paraty (Flip) deste ano. Lançado dentro da linha editorial “A novidade vem de fora”, uma das grandes apostas da Nova Fronteira, o livro do jovem autor já ganhou prêmios como o Young Lions Fiction, promovido pela Biblioteca Pública de Nova York, e o Discover Great New Writers, na categoria ficção.

De uma hora para a outra, a vida do menino Agu vira de cabeça para baixo: a paz da aldeia em que vive com seus pais e sua irmã é rompida com a chegada de uma milícia liderada por um homem louco e cruel. Sozinho, afastado de sua família, Agu é obrigado a matar para não morrer ao ser recrutado como o mais novo soldado do grupo, presenciando os horrores de um conflito que não compreende. E se tornando parte deles.

Nesse romance lançado em novembro de 2005 nos Estados Unidos e na Inglaterra e já consagrado pelo público e pela crítica, seres humanos são reduzidos a seus aspectos mais primitivos, tornando-se “feras” que promovem a violência e a morte. Ao escolher Agu como narrador da história, Iweala potencializa os horrores presenciados e promovidos pelo menino: é sua voz infantil que nos conduz pela guerra e seus horrores; é ouvindo suas hesitações e pudores de criança que assistimos à sua transformação de menino-que-quer-ser-engenheiro a menino-monstro. A inocência de Agu vai sendo encoberta por assassinatos, estupros, saques e toda sorte de atos criminosos que sofre e que executa. Tornou-se um soldado e cumpre o seu dever, mas ainda se lembra dos ensinamentos da mãe e fica confuso: como pode agora matar sem vomitar ou desmaiar como nas primeiras vezes e continuar temendo a Deus e querendo ser um bom menino?

Em Feras de lugar nenhum, Agu sonha com coisas muito diferentes: matar os homens que fizeram sua família desaparecer, carregar uma arma de verdade, ter o que comer amanhã, passar a mão na bunda da moça que serve bebidas, ser uma árvore gigantesca, fazer o homem que mora na lua sorrir, encontrar sua mãe, voltar pra escola e se tornar, enfim, um engenheiro. Nessa mistura de sonhos, surge um novo e talentoso escritor, que atinge seus leitores não apenas com uma história difícil de ser esquecida, mas com perguntas ainda mais difíceis de serem respondidas: somos capazes de perdoar a qualquer um todas as violências cometidas?

Livro de Uzodinma Iweala

Editora Nova Fronteira

R$ 24,90

Published in: on julho 4, 2007 at 12:49 am  Deixe um comentário  

SEUS OLHOS VIAM DEUS

Aclamado como o mais belo romance da literatura negra norte-americana de sua época, SEUS OLHOS VIAM DEUS descreve a trajetória de Janie Crawford, uma heroína afro-americana que enfrenta o tabu de escolher seu próprio destino, na Flórida da década de 1930. Hurston não escreve, especificamente, sobre a discriminação num mundo dominado por brancos – o que lhe rendeu algumas críticas dos ativistas pelos direitos dos negros -, mas é perfeita na construção da tensão dos relacionamentos.
O uso de dialetos e palavras africanas em SEUS OLHOS VIAM DEUS atraiu para a escritora o ódio de outros autores negros, que a acusavam de uma atitude paternalista em relação aos brancos. Para estes, Hurston concedia aos brancos os estereótipos culturais negros esperados pela elite dominante. A escritora, que chegou a merecer dois prêmios Guggenheim na década de 1940, foi praticamente ignorada após o início dos anos 50, mesmo pelo movimento Arte Negra dos anos 60. Anos mais tarde, no entanto, o talento literário de Zora foi reconhecido entre seus pares e a admiração tomou o lugar da revolta por diferentes visões político-raciais.
SEUS OLHOS VIAM DEUS acompanha o retorno à terra natal, depois de uma longa ausência, de Janie Crawford. Seus compatriotas, principalmente as mulheres, são feias e inamistosas, sempre fofocando, engalfinhadas em cochichos nas portas de suas casas. O tópico predileto é Janie e suas aventuras amorosas: casada aos 12 anos com um homem muito mais velho – e muito mais rico -, por intervenção da avó, ela foge em busca de um caminho próprio.
A heroína de SEUS OLHOS VIAM DEUS incorpora o inconformismo com o status quo. Uma revolta contra o que se espera de uma mulher, pobre e negra. Ela denuncia de forma equilibrada e crítica a violência contra as mulheres em geral, e as negras em particular. Casada três vezes e acusada de matar um de seus maridos, Janie Crawford atrai para si a inveja das mulheres e o ódio dos homens. A miríade de emoções que a volta da filha pródiga causa nos moradores da pequena cidade nos confins da Flórida leva Janie a tentar se justificar, abrindo seus segredos para a amiga Pheoby.

Zora Neale Hurston nasceu em Eatonville, na Flórida em 1891, e morreu em 1960 em Fort Pierce. Integrou o Movimento de Renascença do Harlem, movimento da cultura negra e literária na Nova York dos anos 20. É autora dos romances Jonah”s Gourd Vine, Tell my Horse, Mules and Men e Dust Tracks on a Road, de vários contos, dois musicais, livros sobre mitologia negra e dezenas de ensaios.

“Não há livro mais importante do que esse.”
Alice Walker, autora de A cor púrpura

“Há uma bela simetria entre texto e contexto no caso de Seus olhos viam Deus: o livro afirma e celebra a cultura negra (…).”
Mary Helen Washington, crítica literária, ensaísta, professora da Universidade de Maryland

Livro de Zora Neale Hurston

Editora: Record

R$ 33,90

Published in: on junho 7, 2007 at 2:19 pm  Deixe um comentário  

DE AMOR E DESESPERO

O mercado literário americano dos anos 60 foi bombardeado de livros de escritores negros. O pequeno espaço de ficção, conquistado por autores como James Baldwin, cedeu lugar para textos políticos. Estava em cena a revolta negra, liderada por autores ácidos como Stockley Carmichael e Malcolm X, que buscavam a liberdade a qualquer custo para os afro-americanos, cansados de exploração e desrespeito.

Nesse contexto, em 1967, Alice Walker publicou De amor e desespero – histórias de mulheres negras. Trata-se de uma coletânea de treze contos que vem sendo republicada com freqüência desde então, tornando-se leitura obrigatória em estudos universitários sobre a cultura afro-americana.

Esse livro é, não só extremamente belo, mas também um trabalho corajoso. Além de conseguir romper a barreira de ser uma das primeiras escritoras negras a alcançar notoriedade, Walker revelou que a opressão e o desrespeito eram cometidos dentro da própria comunidade negra do sul dos Estados Unidos, tendo como alvo as mulheres. A partir daí, suas obras em prosa e poesia, como A cor púrpura, abordariam situações de violência física e a busca da dignidade.

Em De amor e desespero – histórias de mulheres negras, o leitor encontrará um poético leque de experiências contadas com maestria. São portraits envolventes como o de Rosely, no dia de seu casamento com um muçulmano, cercada de seus quatro filhos, que reza para que a união sem amor e a mudança para Chicago lhe tragam respeitabilidade. Ou da jovem escritora, explorada por seu amante e por seu marido, que elabora uma irônica vingança.

Alice Walker é uma escritora política, autora de romances, coletâneas de poesias e ensaios traduzidos para mais de 20 idiomas.

Livro de Alice Walker

Editora Rocco

R$ 20,00

Published in: on maio 21, 2007 at 10:50 am  Deixe um comentário  
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