Poesia de mulheres negras!
Autora: Elizandra Souza
Editora: Produção Independente
R$ 18,00
Com seu estilo inconfundível, que tanto agradou os leitores de Cidade de Deus, Paulo Lins resgata, agora, momentos da formação da cultura brasileira, através do samba, da aparição da Umbanda e do modo de vida brasileiro no Rio de Janeiro de 1928 a 1931. Para isso, o autor conta a história de diversos personagens envolvidos na fundação do primeiro bloco de Carnaval, da escola de samba Deixa Falar. Moradores e frequentadores da zona do baixo meretrício do Rio trazem ao leitor toda a realidade das ruas naquela época. Prostituição, relacionamentos conturbados, sexo, violência, mas também a fé e o ritmo do samba ditam o ritmo intenso e cativante da obra.
Autor Paulo Lins
Editora: Planeta
R$ 39,90
Músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para morar na tranquilidade de Seropédica, Baixada Fluminense. Nei Lopes é um dos grandes responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira.
E o samba e o subúrbio carioca são as principais personagens do romance A Lua triste descamba. Nei Lopes procurou retratar nos diálogos – com êxito – a linguagem comum, do dia a dia, de pessoas reais: linguagem falada coloquial, que pode ser diferente da escrita formal, sem por isso estar errada. É a fala de cariocas da primeira metade do século 20, moradores dos subúrbios, frequentemente iletrados ou com baixa escolaridade. Com seu vocabulário regional, sua pronúncia típica, suas construções de frase usuais. Nanal, Isaura, Arnô, Lelinho e Vanda serão alguns dos mestres de cerimônia nessa viagem ao coração da Cidade Maravilhosa e as interferências e transformações que o urbanismo produziu no cotidiano social carioca daquela época.
Mais do que simples entretenimento e memória da cidade, A Lua triste descamba é um registro, com valor sociológico, da linguagem usada no tempo, lugar e contexto social onde se passa a história. Cabe ao leitor se colocar na pele dos personagens, escutar e entender seu falar tão rico e saboroso.
Autor: Nei Lopes
Editora: Pallas
R$ 32,00
“…um relicário de pequenos flagrantes da vida cotidiana negra, contados de dentro, experimentados e sentidos também por dentro, o que causa em nós leitoras e leitores uma imediata identificação com a experiência ali contada, além de um profundo encantamento. São momentos de epifania que nos deslocam do lugar do óbvio, do previsível e subverte uma ordem pré-estabelecida no imaginário, são as relações afetivas no contexto familiar negro-brasileiro, que Lande descortina em suas particularidades, e explora com muita habilidade os seus (des)encontros.” Fernanda Felisberto
Autor(es): Lande Onawale
Editora: Mazza
Preço: R$25.00
Os contos presentes neste livro apresentam personagens que a máquina do escravismo e do racismo tentou triturar com maior ou menor intensidade e sucesso, mas o leitor não encontrará aqui um mero rosário de lamentações. São homens e mulheres que reagem, negociam, resistem, atacam, se juntam solidários, às vezes vencem, outras perdem, raramente desistem.
Autor(a): Ubiratan Castro de Araújo
Editora: EDUFBA
R$ 25,00
O livro Para Além da Tragédia: África e Brasil sob olhar literário apresenta, sob o viés do ensaio literário, duas perspectivas. A primeira, o diálogo com a literatura africana, neste caso a de Guiné-Bissau, apresentando a obra de Abdulai Silá A última Tragédia pela análise e cotejo tanto pelos caminhos da história como da literatura. Em outra perspectiva, aparece um escritor negro baiano, Aloísio Resende, que na década de 30 do século passado versava nas páginas dos jornais uma estética poética centrada no Candomblé. Assim, podemos dizer que o livro do autor Denilson Lima Santos traz a agenda do dia as possíveis semelhanças e diferenças entre a literatura africana e brasileira, neste momento tão apropriado em que as questões étnicas tem sido tão discutidas tanto na Academia quanto em outras instâncias sociais.
AUTOR: DENILSON LIMA SANTOS
EDITORA: APPRIS
R$: 36,00
” A partir de agora, nossos leitores, especialmente os mais jovens, terão novamente a seu alcance uma expressiva amostra da força do verso e da energia infinda do poema afro-brasileiro, com seu leque sempre aberto de sentidos. E, em especial, a chance de mergulharem no canto intenso, pleno de beleza e lições, que nos têm legado os poetas brasileiros afrodescendentes” Eduardo Assis Duarte
AUTOR(A)ORGANIZADOR(A): ZILÁ BERND
EDITORA: MAZZA EDIÇÕES
R$: 40,00
Ao se debruçarem sobre o papel da memória e da construção de identidades afrodescendentes, os autores desta coletânea fazem uma abordagem crítica de poemas, contos e romances, assim como estudam não só canções populares |(como o samba e o blues) mas também narrativas orais colhidas em quilombos, ampliando dessa forma o campo do conhecimento e da informação.
AUTORES (ORGANIZADORES): Elio Ferreira, Algemira de Macedo Mendes
EDITORA: QUILOMBHOJE
R$: 20,00
Com esse seu livro “Tudo que está solto” Éle Semog, agora, é um poeta mais perigoso. Parece, no seu texto, que a palavra e o sentimento são uma força só. Mas todos nós sabemos que a palavra é uma coisa e o sentimento é outra. “Exato, como se sabe, é tudo que não derrama dos limites”. Ele escreve isto e nos provoca, como se não soubéssemos amar, sofrer, viver e ter esperança. Aliás, nesse livro, ele rejeita a esperança e a coisa simples de quem não tem perspectivas. Em muitos poemas. Semog tem uma certa prepotência que incomoda a qualquer um. Não atrapalha a lírica, mas incomoda. É como se na poesia que ele escreve soubesse tudo sobre o leitor. Em outros de seus livros ele também é assim, mas agora o poeta está muito melhor. Seus poemas são vinho apurado. Trigo, sem joio.
Li o livro de Éle Semog e fiquei feliz. Intransigente com o racismo, irônico com as coisas do coração, rigoroso com a condição humana. Uma coisa boa, esse livro “Tudo que está solto”, andar por ai como um poema cheio de intenções explícitas e sentimentos nada velados; pelo contrário, reveladores desse tempo urbano tão carregado de insurgências da nossa moderna condição humana. .Éle Semog continua como antes, um negro insurreto, indignado, rebelde. Mas não utiliza o verso como um acontecimento repentino. Toda a sua palavra é cheia de história. De uma história que não temos como evitar. Cada dor tem seu lugar, cada medo tem seu canto, cada olhar tem seu espaço… e se for amor tem o mundo inteiro Tudo bem no meio do que a gente vive a cada dia.
Livo de Éle Semog
Editora: Letra Capital
R$ 25,00
O livro reúne narrativas que transitam entre a mitologia e a historiografia, registrando experiências vividas em Minas, mas próprias do ser humano situado em diferentes épocas e lugares.
Livro de Edimilson de Almeida Pereira, Núbia Pereira de Magalhães Gomes
Editora PUC-Minas
R$ 20,00