COLEÇÃO ENCONTROS: CAPOEIRA

Esse volume da Coleção Encontros reúne de forma inédita as principais entrevistas com os grandes mestres de capoeira do Brasil. Mais do que um documento essencial para a compreensão da riqueza cultural brasileira, esse livro é uma demonstração que os mestres não apenas jogaram e ensinaram capoeira, mas refletiram sobre essa arte que para eles é, entre muitas coisas, uma filosofia de Vida Estão neste volume João da Mina, Pastinha, Bimba, Canjiquinha, Waldemar, Sena, Arthur Emídio, João Pequeno, João Grande, Curió, Decânio, Jelon Vieira, Acordeon, Itapoan, Nenel, Camisa, Nestor Capoeira, Suassuna, Russo, Moraes, José Carlos, Cobra Mansa, Angolinha, Janja, Roberto Freire e Leopoldina.

Frede Abreu, trabalha com Capoeira desde 1976, sendo organizador do primeiro seminário regional de capoeira, que reuniu antigos mestres como Cobrinha Verde, João Grande, Atenilo, João Pequeno, Caiçara e Canjiquinha, entre outros. Autor dos livros: Bimba é Bamba: a capoeira no ringue, O barracão do Mestre Waldemar e Capoeiras: Bahia, século XIX.
Maurício Barros de Castro é Doutor em História Social pela USP, 2007. Foi pesquisador visitante no Oral History Research Office, na Universidade de Columbia – Nova York , 2005; e participou da coordenação da pesquisa que formulou o dossiê e instruiu o registro da capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil (IPHAN-2007). Também produziu os textos e a pesquisa da exposição Na Roda da Capoeira , realizada no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP-2008). É autor do livro Zicartola: política e samba na casa de Cartola e Dona Zica (Relume Dumará, 2004).
Mestre Pastinha “Compreende melhor quem vê a luta. Ela parece uma dança. Mas não é não. Capoeira é luta, e luta violenta. Pode matar, já matou. Bonita! Na beleza está contida sua violência. Os meninos está só mostrando, os golpes passam raspando ou são contidos antes de atingir o adversário. Mas mesmo assim ela é bonita.” Mestre Bimba “Os capoeiras de Angola, a única coisa de bom que tinham era a coragem. Então, o que aconteceu? Um rapaz de doze, quinze anos, até vinte, quando aprendia aluta, naquele tempo, a tendência era pra comprar um revólver ou uma faca. Então, quer dizer que isto não era um esporte… E quem tirou a Capoeira do Brasil da unha da polícia, eu acho que abaixo de Deus fui eu…” Mestre Canjiquinha “Sou angoleiro e faço capoeira. Mas tudo vem de Angola, dos negros que re roupa branca sempre impecável era chamados de arruaceiros, malandros e nunca desistiam, dos negros das lutas de matar ou morrer. Hoje a gente é funcionário, faz capoeira nas horas vagas, tem de se adaptar aos tempos. A capoeira está doente, gente, pode até morrer.”

 EDITORA: AZOUGUE

R$: 25,00

Published in: on abril 18, 2011 at 4:04 pm  Deixe um comentário  

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