Dicionário da hinterlândia carioca: antigos subúrbio e zona rural

 

Nei Lopes define a expressão hinterlândia carioca como “a região afastada do centro metropolitano, tido como  culturalmente mais importante”. No Rio, a expressão, antes mesmo do século XVI, já definia o conjunto das localidades “às margens dos trinta e três rios que deságuam na Baía de Guanabara” e “aquelas pertencentes às demais zonas rurais”. E dentro desse universo existe um vocabulário próprio e cheio de histórias pra contar.
A ideia de subúrbio foi construída pelas classes dominantes como um espaço idealizado (com uma suposta “pureza” original do homem do povo e de sua sociabilidade) e como espaço de transgressão (um subúrbio que, de forma oposta ao primeiro, não é “puro”); cheio de contradições e sofrimentos impostos pelo jugo de uma exploração. Foram essas elites que, tomando a natureza como parâmetro, optaram pela separação da cidade em duas partes: uma, predominantemente litorânea, abrigando preferencialmente os ricos e remediados; outra, do outro lado da grande montanha, reservada aos cidadãos tidos como de segunda classe.
Nos verbetes do Dicionário da Hinterlândia Carioca o subúrbio é o lugar privilegiado onde o urbano encontra o rural, onde o nacional abraça o global e onde o presente mais fortemente se nutre do passado. É nele que o fato cultural passa pelo filtro ou pelo amplificador da indústria para se espalhar pelo Brasil e ganhar o mundo.
Um dicionário que é um verdadeiro mapa para se perder pela história dos subúrbios do Rio.

Autor: Nei Lopes

Editora Pallas

R$ 69,00

Published in: on junho 4, 2012 at 6:27 pm  Deixe um comentário  

A Lua triste Descamba

Músico, historiador e escritor, que deixou de lado os carnavais no Salgueiro e na Vila Isabel para morar na tranquilidade de Seropédica, Baixada Fluminense. Nei Lopes é um dos grandes responsáveis pela exaltação da cultura negra na música popular brasileira.
E o samba e o subúrbio carioca são as principais personagens do romance A Lua triste descamba. Nei Lopes  procurou retratar nos diálogos – com êxito – a linguagem comum, do dia a dia, de pessoas reais: linguagem falada coloquial, que pode ser diferente da escrita formal, sem por isso estar errada. É a fala de cariocas da primeira metade do século 20, moradores dos subúrbios, frequentemente iletrados ou com baixa escolaridade. Com seu vocabulário regional, sua pronúncia típica, suas construções de frase usuais. Nanal, Isaura, Arnô, Lelinho e Vanda serão alguns dos mestres de cerimônia nessa viagem ao coração da Cidade Maravilhosa e as interferências e transformações que o urbanismo produziu no  cotidiano social carioca daquela época.
Mais do que simples entretenimento e memória da cidade, A Lua triste descamba é um registro, com valor sociológico, da linguagem usada no tempo, lugar e contexto social onde se passa a história. Cabe ao leitor se colocar na pele dos personagens, escutar e entender seu falar tão rico e saboroso.

Autor: Nei Lopes

Editora: Pallas

R$ 32,00

Published in: on junho 4, 2012 at 6:12 pm  Deixe um comentário  

Novo Dicionário Banto do Brasil

Publicado pela primeira vez em 1999, é considerado uma obra de referência pioneira na investigação das línguas africanas. Os verbetes já existentes na antiga edição foram revistos com o propósito de aperfeiçoar suas definições, dos usos mais generalizados aos mais raros e específicos, na maioria exemplificados.

Autor: Nei Lopes

Editora: Pallas

R$ 59,00

Published in: on junho 4, 2012 at 5:50 pm  Deixe um comentário  

A vassoura do ar encantado

Em “A vassoura do ar encantado” o escritor angolano Zetho Cunha Gonçalves nos leva para o mundo das lendas africanas, com a mitologia dos nossos ancestrais. Em meio a magia e ao mundo fantástico, nos deparamos com o aprendizado de valores familiares, sociais e ecológicos. As histórias passadas nas aldeias antigas, retratadas no livro, são metáforas que nos alertam para como é fácil esquecermos em nossa sociedade contemporânea os nossos mais profundos sentimentos.

Literatura angolana

Autor:  Zetho Cunha Gonçalves

Ilustração: Andrea Ebert

Editora: Pallas

R$ 38,00

Published in: on junho 4, 2012 at 5:44 pm  Deixe um comentário  

Reminiscência dos quilombos : Território da memória em uma comunidade geral negra rural

Construindo a partir de pesquisas de campo e em arquivos históricos, este livro reconta a trajetória histórica e a formação territorial da comunidade negra rural de Cambará (localizada entre Cachoeira do Sul e Caçapava do Sul/RS), priorizando as narrativas, visões e experiências de homens e mulheres do local em distintos contextos. Apresentando os principais debates e polêmicas em torno das chamadas comunidades remanescentes de quilombos, o autor dá destaque aos meandros da luta por reconhecimento quilombola nessa comunidade.

Nas palavras de Emília Pietrafesa de Godoi:

“Escrito com rigor e sensibilidade, este livro traz narrativas e vivências de homens e mulheres de Cambará, uma comunidade negra rural no Rio Grande do Sul. Ao narrar com eles a história deles, o autor traz contribuições teóricas e metodológicas notáveis para as pesquisas realizadas em contextos cuja história é marcada pela “memória oral”. O livro de Marcelo Moura Mello vem também somar esforços aos dos estudos recentes tanto da historiografia da escravidão como da antropologia para desvelar os processos que resultaram na invisibilidade dos segmentos negros da população dos estados do Sul do Brasil, em especial do Rio Grande do Sul.

Ao desfiar os fios das relações tecidas entre as famílias de ex-escravos, das relações de trabalho, dos processos de espoliação de terras, vai mostrando a conformação de um “território negro”, trazendo importantes contribuições para os debates atuais sobre a assunção quilombola a partir do Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal Brasileira. Este livro constitui, assim, expressão de fina capacidade analítica para tratar de questões sensíveis da história do nosso país.”

Autor: Marcelo Moura Mello

Editora: Terceiro Nome

R$

 

Published in: on junho 4, 2012 at 5:03 pm  Deixe um comentário  

Racismos olhares plurais

Recuperar a historicidade dos fenômenos sociais – reinserilos, enquanto práticas, no tempo e no espaço, reencontrar os caminhos pelos quais aquilo que se esboçava de maneira vaga em diversas áreas da vida social veio a se reforçar e sedimentar como um padrão de conduta – é também politizá-los, abrir a avenida da crítica. De modo semelhante, politizar os fenômenos – quebrar sua aparente naturalidade e recolocá-los no campo das decisões e escolhas práticas – é também devolvê-los para a história, ou melhor, para histórias tecidas por variados atores em um campo móvel de definições.

Enfocando as distintas modalidades de manifestação de racismo no Brasil e suas repercussões na sociedade, os textos que compõem esta coletânea oferecem-nos um quadro complexo e dinâmico do problema – que a um só tempo recoloca a história e a política no centro da análise. Os autores da presente obra, através de diferentes enfoques, contribuem de forma profícua para o debate sobre o racismo e o preconceito racial, “desempacotando” um termo por vezes usado de maneira muito vaga, para expor toda uma gama de práticas e discursos racistas vigentes em campos sociais diversos.

Os organizadores da coletânea acreditam que estabelecer canais de diálogo entre diversos organismos da sociedade – acadêmicos, governamentais e não-governamentais – é uma avenida importante na luta contra o racismo, um caminho que vale a pena ser trilhado. Neste sentido seu objetivo é duplo: analisar as manifestações de racismo e suas interfaces no Brasil e motivar o envolvimento de diversas instituições e atores sociais na superação da discriminação. Ambos os objetivos, de fato, complementam se: trata-se fundamentalmente de contribuir para a efetivação de uma equidade histórica.

Neste sentido, a presente coletânea situa-se perfeitamente no quadro da proposta do Laboratório de Investigação de Desigualdades Sociais – LIDES, do Programa de Pós-Graduação em iências

Sociais da Universidade Federal da Bahia. Com foco em atividades de formação de recursos humanos e assessoria para elaboração de diagnóstico social, desenho e avaliação de políticas e programas sociais, bem como desenvolvimento de projetos integrados de pesquisa e intervenção social, o LIDES visa funcionar como um mobilizador e estruturador de ações de cooperação entre a universidade e setores diversos da sociedade (órgãos governamentais, entidades de classe, ONGs, organizações populares e movimentos sociais).

O livro “Racismos: olhares plurais” marca, sem dúvida, um início auspicioso para as atividades do Laboratório.

Miriam C. M. Rabelo

Profa. Dra. do Departamento de Sociologia e

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais – Coordenadora do LIDES – UFBA

Autor(a): Ana Cristina de Souza Mandarino e Estélio Gomberg(Organizadores)

Editora: UFBA

R$ 30,00

Published in: on junho 4, 2012 at 4:48 pm  Deixe um comentário  

Capoeira na Universidade

O Livro Capoeira na Universidade: uma trajetória de reistência é de autoria de Hellio Campos (Mestre Xaréu), fruto da tese de Livre Docência em Educação Física da AWU/USA. O livro está fundamentado em pesquisa sobre as experiências da inclusão da Capoeira na Universidade brasieleira, com destaque para a UFBA. Tem o prefácio do Edivaldo Boaventura e à apresentação do Mestre Senna. Na primeira parte trata da fundamentação teórica, capoeira uma trajetória de resistência no Brasil, Capoeira Regional de Mestre Bimba, Capoeira esporte brasileiro. Na segunda parte refere-se a metodologia utilizada na pesquisa, Já a terceira parte o destaque é para a cientificidade da Capoeira. Na quarta parte apresenta-se a discussão e resultados cotendo a fala dos mestres pesquisados e por fim, a quinta parte a conclusão e recomendações. O livro foi publicado pela UDFBA em 2001, também é ilustrado com fotos e gráficos.

Autor: Helio Campos  (Meste Xaréu)

Editora UFBA

R$ 20,00

Published in: on junho 4, 2012 at 4:35 pm  Deixe um comentário