Reminiscência dos quilombos : Território da memória em uma comunidade geral negra rural

Construindo a partir de pesquisas de campo e em arquivos históricos, este livro reconta a trajetória histórica e a formação territorial da comunidade negra rural de Cambará (localizada entre Cachoeira do Sul e Caçapava do Sul/RS), priorizando as narrativas, visões e experiências de homens e mulheres do local em distintos contextos. Apresentando os principais debates e polêmicas em torno das chamadas comunidades remanescentes de quilombos, o autor dá destaque aos meandros da luta por reconhecimento quilombola nessa comunidade.

Nas palavras de Emília Pietrafesa de Godoi:

“Escrito com rigor e sensibilidade, este livro traz narrativas e vivências de homens e mulheres de Cambará, uma comunidade negra rural no Rio Grande do Sul. Ao narrar com eles a história deles, o autor traz contribuições teóricas e metodológicas notáveis para as pesquisas realizadas em contextos cuja história é marcada pela “memória oral”. O livro de Marcelo Moura Mello vem também somar esforços aos dos estudos recentes tanto da historiografia da escravidão como da antropologia para desvelar os processos que resultaram na invisibilidade dos segmentos negros da população dos estados do Sul do Brasil, em especial do Rio Grande do Sul.

Ao desfiar os fios das relações tecidas entre as famílias de ex-escravos, das relações de trabalho, dos processos de espoliação de terras, vai mostrando a conformação de um “território negro”, trazendo importantes contribuições para os debates atuais sobre a assunção quilombola a partir do Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal Brasileira. Este livro constitui, assim, expressão de fina capacidade analítica para tratar de questões sensíveis da história do nosso país.”

Autor: Marcelo Moura Mello

Editora: Terceiro Nome

R$

 

Published in: on junho 4, 2012 at 5:03 pm  Deixe um comentário  

O Caminho Quilombola: sociologia jurídica do reconhecimento étnico

Em O Caminho Quilombola, André Videira de Figueiredo analisa a construção da identidade étnica como o resultado do exercício coletivo de interpretação constitucional, empreendido por uma comunidade aberta de intérpretes da qual fazem parte não apenas legisladores e juízes, mas atores da sociedade civil, formadores de opinião e os próprios grupos interessados. Tais atores estão envolvidos, todos, em disputas interpretativas que constroem, para a questão quilombola, um campo de posições possíveis. É neste cenário que o autor aborda o processo de reconhecimento de uma família de camponeses negros do Vale do Paraíba fluminense, articulado em torno de uma conjunção possível entre valores e interesses. A comunidade remanescente de quilombo de Alto da Serra constitui um caso exemplar do quanto o reconhecimento étnico, embora possa encontrar como ponto de partida demandas objetivas como a permanência na terra, opera, a partir do direito, um arranjo moderno da identidade, cujo impacto ultrapassa as demandas originais, redundando na ampliação da auto-estima do grupo. Neste processo, no qual as formas locais de reconhecimento deverão ser traduzidas para a linguagem do direito, e vice-versa, os grupos concretos deverão articular uma interpretação da Constituição que garanta, ao mesmo tempo, a integridade do direito e sua própria integridade moral como grupo étnico.

Autor: André Videira de Figueiredo

Editora: Appris

R$ 48,00

Published in: on janeiro 2, 2012 at 4:05 pm  Deixe um comentário  

CD – LIVRO JONGO do QUILOMBO SÃO JOSÉ

CD – LIVRO JONGO do QUILOMBO SÃO JOSÉ

Já está a venda o CD Livro Jongo do Quilombo São José. São 40 páginas com textos sobre a História do Jongo e do Quilombo São José e muitas fotos de autoria do fotógrafo Bruno. O CD tem 25 Pontos de Jongo (músicas) e suas letras.

Quilombo São José

O Quilombo São José, fica em Valença, terra da Clementina de Jesus. São 3 horas de carro do centro do Rio de Janeiro. O Jongo, a Agricultura Familiar, a Umbanda, o Calango e o Terço de São Gonçalo fazem parte do cotidiano na comunidade desde a vinda dos nossos antepassados de Angola para essa fazenda em 1850. Visitar o Quilombo é uma viagem ao passado. Aqui, pouca coisa mudou desde a Abolição da Escravatura. São 150 moradores todos parentes. Até 4 anos atrás a comunidade não tinha luz elétrica. As plantações, animais, ferro à brasa, o candeeiro e o fogão à lenha fazem parte do dia-a-dia. As casas da comunidade são de barro (tijolo adobe) com o teto de palha (sapê). Muitos pretos-velhos moram nessas casas. A geração mais antiga é neta direta de escravos vindos de Angola. Os bebês já são a 7º geração desde os primeiros escravos comprados para trabalhar naquelas lavouras de café. O Quilombo São José é um Patrimônio Histórico da Humanidade

R$ 35,00

Published in: on agosto 6, 2008 at 5:40 pm  Deixe um comentário  

Comunidades quilombolas de Minas Gerais no séc. XXI – História e resistência

Perseguidos, condenados, escondidos – essa foi a vida dos negros em nosso país. Para escaparem da escravidão e da marginalização subseqüente, sofridas ao longo de cinco séculos, os negros do Brasil buscaram locais e formas próprias de sobrevivência, em uma sociedade em que quase tudo lhes era negado. Construíram – antes e depois da Lei Áurea – comunidades próprias onde viveram e, até hoje, vivem e reproduzem suas famílias, seus modos de ser e de fazer, além da religiosidade, da arte e da cultura que secularmente foram criando, recriando e passando às novas gerações.

Com a Constituição de 1988, essas comunidades obtiveram o reconhecimento de seus direitos sobre o seu território e a sua cultura. Somente a partir desse momento os quilombolas começaram a sair da “invisibilidade” social a que foram relegados nesses 500 anos.

Este livro é uma fonte básica de consulta para todos aqueles que querem conhecer o que foi e o que ainda representa essa extraordinária luta pela vida, pela dignidade, pela terra e pela alegria dos quilombolas em Minas Gerais.

Livro de Centro de Documentação Eloy Ferreira Silva – CEDEFES(Org.)

Editora: Autêntica

R$ 53,00

Published in: on agosto 6, 2008 at 4:44 pm  Deixe um comentário  

Do Quilombo à favela

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Já se tornou um lugar-comum: as favelas não param de crescer e as grandes cidades estão cada vez mais violentas. Como isso começou? Andrelino Campos, que superou as dificuldades de uma infância humilde para se tornar doutor em Geografia, mostra que essa tal “violência” tem origem na estrutura fundiária estabelecida desde o período imperial. Do tráfico de escravos ao tráfico de drogas e dos navios negreiros aos camburões, Do Quilombo à Favela: A Produção do “Espaço Criminalizado” no Rio de Janeiro traça um profundo e esclarecedor estudo sobre o longo processo – pontuado por descaso, preconceito e interesses políticos – que culminou na situação atual dos principais centros urbanos brasileiros. Ao mesmo tempo, Andrelino aponta caminhos para um futuro mais justo e pacífico.

Livro de Adrelino Campos

Editora: Bertrand

R$ 29,00

Published in: on agosto 27, 2007 at 6:17 pm  Deixe um comentário