Latinoamericana: Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe

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A Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe é uma obra pioneira, plural e tematicamente variada. Coordenada por Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, é um instrumento fundamental de difusão e conhecimento de um espaço geográfico, social e cultural de dimensão muito maior do que a submissão com a qual foi historicamente identificado. Concebida inicialmente pelo Laboratório de Políticas Públicas da UERJ e preparada durante dois anos por uma pequena equipe – dirigida na Boitempo por Aluizio Leite e Antonio Roberto Espinosa –, a enciclopédia possui 980 verbetes, 1.040 fotos em cor, 95 mapas e 136 tabelas exclusivos, 21 gráficos e fichas com dados gerais sobre cada país da região. Concentra-se nos últimos 50 anos da história do continente e encerra um conjunto de quase 1.400 páginas, escritas por autores de cerca de 20 países, tratando da América Latina que emerge como um conjunto por meio de instituições e ações próprias. Entre os 123 autores que assinam os ensaios e verbetes da obra estão alguns dos mais expressivos intelectuais latino-americanos: Álvaro García Linera, Ana Esther Ceceña, Anibal Quijano, Atilio Boron, Chico de Oliveira, Emir Sader, Fernando Martínez Heredia, Flávio Aguiar, Gerardo Caetano, Héctor Alimonda, Iná Camargo Costa, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Marcio Pochmann, Marco Gandasegui, Mike Davis, Néstor García Canclini, Pablo Gentili, Ricardo Antunes, Theotonio dos Santos, Tomás Moulian, Vivian Martínez Tabares, Wilson Cano e muitos outros. Do conselho consultivo fazem parte Boaventura de Sousa Santos, Eduardo Galeano, István Mészáros, Marilena Chaui, Michael Löwy, Pablo González Casanova. E há ainda um extenso colégio de consultores formado por nomes como Aracy Amaral, Sergio de Carvalho, Leda Paulani, Juca Kfouri e muitos mais. O projeto da Latinoamericana nasceu da necessidade de resgatar o continente, depois que políticas e concepções neoliberais rebaixaram nossos países a meros campos de investimento e de especulação. A bibliografia sobre a América Latina e o Caribe foi vítima da mesma degradação que sofreram nossas nações. À predominância do capital financeiro correspondeu a prioridade de concepções economicistas, com interesse especulativo, em detrimento da história, da cultura, das identidades, das relações e dos movimentos sociais – enfim, de tudo o que compõe a vida dos países latino-americanos e caribenhos. Recuperar essa riqueza e propiciar o intercâmbio de conhecimentos produzidos em nossa região são os objetivos principais da Latinoamericana. Uma obra essencial, de referência, mas também de reflexão e debate sobre este pedaço do mundo e os povos que o compõem. Patrocinada por Petrobrás, Eletrobrás e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e com apoio da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, pretende também ser mais um passo na importante integração da América Latina. A Boitempo responde por toda a parte editorial da enciclopédia: pela apresentação, pela forma – que compreende o projeto gráfico, todo em cores, as imagens –, pela clareza e equilíbrio da linguagem – títulos, intertítulos, apresentação de tabelas, gráficos, mapas, fotografias e textos, incluindo tradução, correção ortográfica, gramatical, sumário, índices temático e onomástico, remissões intra e pós-textuais nos quase mil verbetes que compõem a Latinoamericana.

Livro de Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nóbile

Editora: Boitempo

R$ 190,00

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Published in: on junho 24, 2007 at 11:23 pm  Deixe um comentário  

Fidel Castro: biografia a duas vozes

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“O volume de informações contidas nesta obra faz com que Fidel Castro: biografia a duas vozes deixe de ser apenas um livro que se lê numa sentada para se converter em uma referência permanente para quem quiser entender melhor a história desse homem, Fidel Castro, e de sua Revolução Cubana. Este é, sem dúvida, um livro indispensável.”
Fernando Morais

Poucas pessoas podem, em vida, saber-se parte da história. Mais rara ainda é a chance de um personagem histórico refletir sobre sua trajetória política de mais de meio século e projetar suas idéias para o futuro, às vésperas de completar 80 anos. Fidel Castro: biografia a duas vozes, do jornalista franco-espanhol Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique, é o resultado de cem horas de entrevista com Fidel Castro, a mais longa já concedida por ele a um jornalista. Um livro fundamental para conhecer a vida, as idéias e a versão pessoal de um dos mais polêmicos líderes políticos dos últimos 50 anos.

Um dos derradeiros sobreviventes da geração de revolucionários do pós-guerra, Fidel Castro resistiu em Cuba à oposição ferrenha de dez presidentes norte-americanos (Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush pai, Clinton e Bush filho).

Fidel conta sua trajetória desde sua educação jesuíta de filho de latifundiário até sua transformação em guerrilheiro. A tentativa de tomada do quartel Moncada, quando é preso e exilado de Cuba, o encontro com Che Guevara no México e a longa relação entre os dois, os anos de combate na guerrilha e o início da revolução.

Fidel também se defende das polêmicas sobre perseguição a dissidentes e homossexuais em Cuba, a imigração de cubanos para os Estados Unidos, a existência da pena de morte na ilha, a questão da sua sucessão e o futuro da revolução.

Bastidores de momentos importantes da história são contados do ponto de vista do dirigente cubano, como a crise de outubro de 1962 entre a União Soviética e os Estados Unidos, a chamada “crise dos mísseis” em torno de foguetes soviéticos na ilha, o ponto em que o mundo chegou mais próximo de uma guerra nuclear. A participação de Cuba na luta pela independência dos países africanos e a sobrevivência à derrocada do bloco soviético também são analisadas.

No livro, Fidel também comenta a situação política contemporânea. Globalização, José Maria Aznar, Tony Blair, George W. Bush e a guerra do Iraque, terrorismo, meio ambiente, a proposta da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), e os movimentos e governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina, como Hugo Chávez na Venezuela, os zapatistas em Chiapas, Evo Morales na Bolívia, Néstor Kirchner na Argentina e Lula no Brasil.

Com apresentação de Fernando Morais, tradução e texto de orelha de Emir Sader, fotos inéditas que cobrem os principais momentos da vida do dirigente, uma cronologia e um execelente índice remissivo, Fidel Castro: biografia a duas vozes é uma obra fundamental para conhecer o pensamento do principal protagonista da Revolução Cubana.

Sobre o autor: Ignacio Ramonet nasceu na Galícia, em 1943. É diretor, em Paris, do Le Monde Diplomatique. Especialista em geopolítica e estratégia internacional, é professor de Teoria da Comunicação na Universidade Denis Diderot de Paris. Ramonet é doutor em Semiologia e História da Cultura pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, onde foi aluno de Roland Barthes. É um dos fundadores da Attac e membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Livro de Fernando Morais

Editora: Boitempo

R$ 66,00

Published in: on junho 24, 2007 at 11:17 pm  Deixe um comentário  

João do Rio: Um dândi da Cafelânida

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A coleção Paulicéia, na sua série Letras, com o objetivo de recuperar textos importantes para a formação da identidade de São Paulo, lança João do Rio: Um dândi na Cafelândia. O livro reúne crônicas de João Paulo Alberto Coelho Barreto, o João do Rio, célebre jornalista, cronista e escritor carioca do início do século, publicadas nos jornais da época, mas a maioria delas nunca antes reunidas em livro. A pesquisa dos textos, a introdução e as notas são do historiador Nelson Schapochnik, e explicam as expressões, o contexto e os personagens citados. Como escreve Shapochnik na introdução da obra: “A reunião destes textos possibilita ao que os leitores contemporâneos compreendam uma dimensão menos conhecida do escritor, isto é, a do jornalista militante e artífice das representações triunfantes da modernização paulista.” O livro não exibe como podia ser de se esperar, um desprezo do jornalista da capital por São Paulo. Mas nas comparações insitentes, e em geral amplamente a favor da cidade do planalto, não deixam de estar as sementes da rivalidade. A admiração do cronista pelas mudanças da São Paulo da República Velha, do café, da massa de imigrantes e do início da sua industrialização. Uma São Paulo que crescia velozmente, antes de se tornar caótica, e um Rio de Janeiro que ainda era a capital federal, são os cenários das comparações de João do Rio. No livro, textos que narram a inauguração do Municipal, o trem que ligava as duas cidades,o Horto Florestal, o Hipódromo da Mooca, o Automóvel Club, onde se reunia a aristocracia paulista, as férias de verão passadas pelos cariocas na animada São Paulo da Belle Époque, tudo com uma empolgação positivista, eugênica e exagerada pelo crescimento econômico da cidade e pela origem européia dos seus imigrantes. Passeiam pelo livro figuras como Altino Arantes, o industrial Conde Mattarazo, o secretário da Fazenda Cardoso de Almeida, o então prefeito da cidade Washington Luís, Altino Arantes, Heitor Penteado, Alfredo Pujol, Oscar Rodrigues Alves, entre outros que hoje são mais conhecidos como ruas e avenidas. No texto “ao senador Alfredo Ellis”, João do Rio capta, extasiado, o espírito entre a eterna crise e a nova riqueza, entre a opulência e a beira do abismo que a metrópole mantém até hoje. “São Paulo é a máquina do progresso. Precisa de dinheiro para manter a mesma velocidade. Dinheiro faz dinheiro. Dinheiro para empresas, dinheiro para indústrias, dinheiro! Ninguém tem propriamente dinheiro. Gasta-se muito dinheiro e emprega-se dinheiro em mil e uma provas de ação, inclusive mesmo algumas explorações só explorações. De modo que, de repente, o crédito é retraído, é a agitação desesperada.” Livro para entender a identidade de São Paulo, da cultura imigrante do trabalho ao culto aos bandeirantes, “João do Rio: Um dândi na Cafelândia” é essencial para comparar a cidade narrada por do Rio e o que esta imaginava estar construindo como seu futuro, e a cidade que existe hoje. Sobre João do Rio (1881-1921):. De nome João Paulo Alberto Coelho Barreto, mais conhecido como João do Rio, foi um dos mais notáveis escritores da Belle Époque carioca, passando por diversos gêneros do jornalismo e da dramaturgia. Escrevia desde sobre os salões da alta política até o buraco da rua e o lado marginal da capital federal. De vida agitada, faleceu aos 40 anos, de ataque cardíaco, na redação do Diário A Pátria. Sobre o organizador: Nelson Shcapochnik é historiador e professor da Faculdade de Educação da USP, coordenador da coleção Paulicéia da editora Boitempo e autor dos ensaios “Cartões Postais, álbuns de família e ícones da intimidade”, publicado no volume 3 da História Privada do Brasil e de ensaios na área de história cultural.

Livro de Nelson Schapochnik (org.)

Editora: Boitempo

R$ 32,00

Published in: on junho 24, 2007 at 11:12 pm  Deixe um comentário  

O negro no futebol brasileiro

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Esta edição traz um Caderno Especial com a trajetória de Mario Filho, assinada pelo neto e jornalista Mario Neto, com fotos e perfis de alguns dos primeiros craques negros e mulatos do futebol brasileiro, com o texto assinado pelo historiador Gilberto Agostino. Este Caderno chega ao final com a história da imagem da capa, do artista plástico Rebolo, que também foi jogador de futebol, e que mostra pioneiramente na arte brasileira uma cena de jogadores em campo: o negro driblando o próprio Rebolo, que se auto-retrata. Bem cuidada, com apuro nos detalhes – ao ponto de trazer reconstituído, como no original, o prefácio de Gilberto Freyre à primeira edição (de 1947), no qual havia lapsos – (supressões de palavras em dois parágrafos) desde a segunda edição (de 1964), a 4ª Edição traz ao público todo o percurso da obra. Assim, nada foi retirado em relação às edições anteriores: além do prefácio de Gilberto Freyre, o texto das orelhas da segunda edição, de Édison Carneiro, o das orelhas da terceira edição (1994), de João Máximo, e mesmo a apresentação do editor da terceira edição podem nela ser encontrados.

Livro de Mario Filho

Editora: Mauad

R$ 45,00

Published in: on junho 24, 2007 at 11:05 pm  Deixe um comentário  

D. Zica: Tempero, amore e arte

 

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D. Zica (1913-2003), a lendária mangueirense, dá neste livro, que ajudou a neta a escrever, suas mais saborosas receitas: de feijoada a cozido e pudim de leite. E conta a história do Zicartola, restaurante que teve nos anos 1960 junto com o marido, o compositor Cartola.

Livro de Nilcemar Nogueira

Editora: Mauad

R$ 39,90

Published in: on junho 24, 2007 at 10:57 pm  Deixe um comentário  

Benedita

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A corajosa autobiografia da senadora Benedita da Silva sobre sua vida pessoal e profissional. Prefácio: Rev. Jesse Jackson.

Livro de Maisa Mendonça

Editora: Mauad

R$ 33,30

Published in: on junho 24, 2007 at 10:53 pm  Deixe um comentário  

Dom Comboni: Profeta da África e Santo no Brasil

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O livro relata o trabalho de evangelização cristã de Dom Comboni na África muçulmana e as manifestações dos seus milagres no Brasil, que o levaram à beatificação e podem conduzi-lo à canonização.

Livro de Patricia Teixeira Santos

Editora: Mauad

R$ 34,40

Published in: on junho 24, 2007 at 10:48 pm  Deixe um comentário  

Damas Negras: Sucesso, lutas e discriminação

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A jornalista entrevista as maiores atrizes negras brasileiras (Zezé Motta, Ruth de Souza, Chica Xavier e Léa Garcia) e conta como alcançaram sucesso, apesar da discriminação.

Livro de Sandra Almada

Editora: Mauad

R$ 37,70

Published in: on junho 24, 2007 at 10:42 pm  Deixe um comentário  

O Filho do Vento

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História inspirada num conto tradicional dos koi-san, um povo nómada do sul de África.

Livro de José Eduardo Agualusa

Editora: Língua Geral

R$ 34,00

Published in: on junho 17, 2007 at 7:37 pm  Deixe um comentário  

O BEIJO DA PALAVRINHA

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Esse conto faz parte da coleção Mama África, que resgata contos tradicionais africanos. Maria Poeirinha é uma menina pobre que nunca viu o mar. Muito doente, recebe o carinho do irmão, que encontra uma maneira de apresentar o oceano a ela.

Livro de Mia Couto

Ed. Língua Geral

R$ 34,00

Published in: on junho 17, 2007 at 3:27 pm  Deixe um comentário